CBN Campinas 99,1 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Restrição no atendimento do transporte adaptado traz transtornos aos pais em Campinas

A restrição do transporte escolar adaptado às crianças com autismo, deficiência visual e síndrome de down no horário contra turno escolar em Campinas têm causado dificuldades aos pais que precisam

Restrição no atendimento do transporte adaptado traz transtornos aos pais em Campinas
A restrição do transporte escolar adaptado às crianças com autismo, deficiência visual e síndrome de down no horário contra turno escolar em Campinas têm causado dificuldades aos pais que precisam levar seus filhos às atividades complementares. Desde o último dia 31 a prefeitura cortou o serviço, alegando o aumento na procura e restringindo o serviço […]

A restrição do transporte escolar adaptado às crianças com autismo, deficiência visual e síndrome de down no horário contra turno escolar em Campinas têm causado dificuldades aos pais que precisam levar seus filhos às atividades complementares.

Desde o último dia 31 a prefeitura cortou o serviço, alegando o aumento na procura e restringindo o serviço ao transporte escolar das crianças.

Maria Luíza tem uma filha de 9 anos com baixa visão. Elas moram no Jd. Campos Elíseos e precisam ir até a Vila União na Sala de Recursos, onde faz várias atividades especializadas, duas vezes por semana. Agora, sem o serviço, ela tem que buscar a filha mais cedo na escola e usar o transporte público até o local. Para ela, a situação tem causado prejuízos

Ela ressaltou ainda que há mães que precisam levar os filhos para mais de uma instituição o que acabou dificultando todos os deslocamentos

A vereadora Mariana Conti (PSOL) realizou um debate com os pais de crianças que necessitam do transporte adaptado e disse que vai buscar da prefeitura a revisão da decisão. Para ela, o fato de dificultar o acesso dessas crianças às atividades complementares acaba as prejudicando na própria escola

O Diretor Pedagógico da Secretaria de Educação de Campinas, Juliano Pereira de Melo disse que o serviço do transporte escolar adaptado teve início no segundo semestre de 2016 e que para esse ano a demanda triplicou. Diante disso, ele justificou que a administração teve que priorizar o serviço

Ele explicou ainda que há uma conversa com a Emdec para que os pais dessas crianças possam usar o serviço do PAI (o Programa de Acessibilidade Inclusiva), que até então é restrito às pessoas cadeirantes ou com baixa mobilidade. Hoje o transporte escolar adaptado atende 157 crianças no município.

Conteúdos