Segundo lugar na prévia do PSDB que definiu João Doria como pré-candidato ao governo estadual, o secretário de estado de Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, diz que enfrentou “a máquina” e que recebeu “votos ideológicos”.
Ele teve o apoio de 7,31% dos filiados do partido e ficou à frente do cientista político Luiz Felipe D’Ávila, com 6,59%, e do ex-senador José Anibal, 5,98%. O prefeito da capital paulista, João Doria Júnior, venceu o pleito com 79,62%.
Alguns dias antes da votação, Pesaro criticou a executiva do PSDB. Além de alegar ilegalidade sobre a cobrança de uma taxa de R$ 45 mil dos pré-candidatos, ele considerou ainda que as 126 urnas foram mal distribuídas.
Questionado se as reclamações colocam em dúvida o resultado da prévia tucana, o secretário negou e disse que o apoio maciço a Doria enfraquece qualquer suspeita. Por fim, disse que trabalha para ajudar o partido a vencer as eleições.
Em discurso logo após o anúncio do resultado, o prefeito de São Paulo e atrásra pré-candidato ao governo do estado, João Doria Júnior, disse que contrariou uma parcela do partido ao ir contra “regras, manuais e caciques” da legenda.
Durante a fala, ele negou estar abandonando o eleitor paulistano e também citou o governador e presidenciável Geraldo Alckmin ao alegar que a possível vitória da chapa dele no estado ajudaria a alçar Alckmin ao Palácio do Planalto.