Foi assinado nessa quarta-feira um acordo de cooperação para a criação de um modelo de mobilidade elétrica para o transporte público entre a Prefeitura de Campinas, a CPFL Energia e a BYD do Brasil. A parceria vai ajudar na criação de parâmetros para a nova concessão do transporte coletivo da cidade, prevista para este ano. Entre os projetos para essa concessão, está a exigência de que nos corredores do BRT só seja permitida a circulação de ônibus movidos a combustíveis não poluentes. Campinas já tem 13 ônibus elétricos em sua frota.
O Prefeito de Campinas, Jonas Donizette, explica que também está prevista a chamada área branca, que engloba o centro expandido de Campinas, onde só será permitida a circulação de coletivos não poluentes. O Secretário de Transportes, Carlos José Barreiro, prevê a instalação de pontos de transferência para quem chega nessa área em coletivos não adaptados à nova exigência.
A tecnologia para o desenvolvimento desse tipo de ônibus ainda e muito cara, mas de acordo com Marcello Von Schneider, Diretor Institucional e Relações Governamentais da BYD, a ideia é que esse alto custo não seja totalmente repassado ao preço final do produto, através de financiamentos do BNDES e redução do preço de produção da bateria, que representa praticamente metade do valor do veículo.
O desafio da CPFL nessa parceria é em relação à infraestrutura elétrica necessária para o carregamento dos ônibus, através dos Eletropostos – que são os pontos de recarga para veículos elétricos, explica que Luis Henrique Ferreira, vice-presidente de Operações da CPFL. A Audiência Pública sobre a licitação da concessão do transporte público vai ser no dia 21 de março, às 9h, no Salão Vermelho da Prefeitura.