Mesmo com a revitalização da Avenida Francisco Glicério, os problemas de acessibilidade persistem, em Campinas. As principais queixas por parte das pessoas com deficiência são a falta de semáforo sonoro e piso tátil para aqueles que não enxergam.
Fora essas questões que são responsabilidade do poder público, também falta colaboração por parte da sociedade. É disso que reclama Thiago Magalhães, que é deficiente visual e trabalha no Instituto Campineiro dos Cegos Trabalhadores.
Um semáforo sonoro foi inaugurado em 2011 no cruzamento da Avenida Francisco Glicério com a Rua 13 de Maio, mas após reclamações por parte de moradores da região, o dispositivo foi desativado.
Já o piso tátil, que serve para auxiliar na orientação das pessoas com deficiência visual, está instalado em algumas vias da região central, mas não da forma adequada.
Outra reclamação que surge é a incompreensão dos motoristas de ônibus, que não esperam pelos passageiros com deficiência que levam mais tempo no embarque e desembarque. É disso que reclamam Maria Jaqueline, Pedrelino, Santos e Wilson.
A secretária de inclusão da Prefeitura de Campinas, Eliane Jocelaine Pereira, afirma que a administração está ciente das questões apresentadas, e que são estudadas novas tecnologias para segurança e orientação de deficientes visuais.
Em relação ao piso podolátil, são avaliadas as possibilidades para que seja aperfeiçoado.
De acordo com dados do IBGE, Campinas tem mais de 5 mil cegos e outras 25 mil pessoas com grandes dificuldades de visão.