CBN Campinas 99,1 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhe

Câmara de Campinas privilegia política ao barrar CPIs e blindar secretários, diz cientista político

A Câmara de Campinas estaria colocando seus interesses políticos acima dos interesses da população ao barrar pedidos de abertura de CPIs e blindar secretários de governo. A afirmação é do

Câmara de Campinas privilegia política ao barrar CPIs e blindar secretários, diz cientista político
Foto: Divulgação/CMC

A Câmara de Campinas estaria colocando seus interesses políticos acima dos interesses da população ao barrar pedidos de abertura de CPIs e blindar secretários de governo. A afirmação é do cientista político André Leão, que lembra que é papel do legislativo fiscalizar as ações do executivo. As discussões sobre o tema ganharam força no ano passado com o Caso Ouro Verde. O desvio de verbas do hospital municipal e o suposto envolvimento do secretário de negócios jurídicos de Campinas, Sílvio Bernardin, no esquema motivaram vereadores independentes e da oposição a pedirem a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, mas a base, formada por ampla maioria na Câmara, barrou a proposta.

Desta vez, o alvo de investigação no Ministério Público foi o secretário de transportes e presidente da Emdec, Carlos José Barreiro. Ele foi denunciado por improbidade administrativa. Novamente foi feito um pedido de abertura de CPI e mais uma vez a base vetou. Para o cientista político André Leão, o modo como age a Câmara de Campinas sugere que os parlamentares privilegiam seus interesses políticos. Ele afirma que isso faz parte do cenário atual da política brasileira.

Nos dois casos, a base aliada ao governo Jonas Donizette afirmou que não há sentido em instaurar uma CPI, se já há investigação do Ministério Público em andamento. Líder de governo na Câmara, o vereador Marcos Bernardelli, do PSDB, disse que a base e a oposição do legislativo de Campinas não teriam condições de fazer uma investigação isenta e apartidária. Vereadora do PSOL e oposição ao governo Jonas, Mariana Conti afirma que a ação da base veta qualquer situação que possa tornar as ações do executivo mais transparente. Ela afirma que a recusa pela CPI já era esperada, uma vez que os vereadores da situação têm por hábito não aprovar nem mesmo requerimentos que cobram alguma explicação da administração municipal.

Para que uma CPI seja aberta na Câmara de Campinas, são necessárias 11 assinaturas de vereadores, número que representa 1/3 dos parlamentares da casa. O secretário de negócios jurídicos de Campinas, Sílvio Bernardin, negou qualquer envolvimento nos desvios de verba do hospital Ouro Verde. Já o secretário de transportes e presidente da Emdec, Carlos José Barreiro, ainda não se manifestou sobre a denúncia do Ministério Público.

Conteúdos