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Caism da Unicamp suspende internações de gestantes e recém-nascidos

O Caism da Unicamp suspendeu por tempo indeterminado a internação de novas gestantes ou de recém-nascidos. A medida foi anunciada na tarde desta quinta-feira. Em nota à imprensa, o Caism

Caism da Unicamp suspende internações de gestantes e recém-nascidos
O Caism da Unicamp suspendeu por tempo indeterminado a internação de novas gestantes ou de recém-nascidos. A medida foi anunciada na tarde desta quinta-feira. Em nota à imprensa, o Caism disse que a medida se deve à persistente superlotação das unidades obstétricas e neonatais do Hospital,que, desde o dia 6 de dezembro, apresentam taxas de […]

O Caism da Unicamp suspendeu por tempo indeterminado a internação de novas gestantes ou de recém-nascidos. A medida foi anunciada na tarde desta quinta-feira.

Em nota à imprensa, o Caism disse que a medida se deve à persistente superlotação das unidades obstétricas e neonatais do Hospital,que, desde o dia 6 de dezembro, apresentam taxas de ocupação muito acima de 100%, chegando a picos de 140%, como ocorreu com a UTI Neonatal no dia 16,

Neste momento, a UTI Neonatal do Caism tem 18 pacientes internados, o que corresponde a 120% de ocupação. A Unidade de Cuidados Intermediários está com 15 recém-nascidos, 100% de ocupação.

O Caism ainda ressalta que o quadro deve se agravar nas próximas horas já que há 10 pacientes em trabalho de parto no Centro Obstétrico, duas delas com 27 semanas de gestação; outra com 25 semanas. Esses três recém-nascidos demandarão internação na UTI Neonatal, elevando a ocupação para 140% novamente. Além das pacientes em trabalho departo, há 17 gestantes internadas na enfermaria de Patologia Obstétrica.

Dessas, seis têm indicação de resolução, ou seja, indicação médica de indução do início do trabalho de parto em virtude de morbidades graves, como pré-eclâmpsia, bolsa rota com diminuição do líquido amniótico e fetos com múltiplas malformações.

Entretanto, isso ainda não foi possível, pois a realização desses partos geraria novas internações na UTI Neonatal, que já se encontra superlotada. O adiamento desses partos é fonte de preocupação para pacientes e equipe profissional, uma vez que oferece riscos elevados para as gestantes e seus filhos.

O Caism informou ainda em nota que esse problema tem sido informado regularmente aos órgãos públicos responsáveis pela regulação da oferta de serviços de saúde na Região Metropolitana de Campinas,mas mesmo assim, tem recebido encaminhamentos frequentes de gestantes de alto risco para internação, sempre sob a condição de“vaga zero”, ou seja, sob a obrigação legal de acolhê-las.

Nesse quadro, a interrupção de novas internações obstétricas e neonatais visa a preservar o bom atendimento às pacientes já admitidas pelo Hospital.

Em nota, a Secretaria de Saúde de Campinas disse que todas as crianças que necessitam de UTI neonatal e de tratamento semi-intensivo estão sendo atendidas e as demandas que possam surgir também terão atendimento garantido. Disseque é importante ressaltar que os leitos de Campinas de UTI neonatal e UCI(semi-intensivo) são dimensionados em número suficiente para atender a demanda do município e que Campinas não envia crianças para outras cidades.

Considerando que as medidas exigem responsabilidade compartilhada, a Secretaria de Saúde está disponibilizando vagas para o Caism. Sendo polo regional, Campinas recebe mães de alto risco e bebês recém-nascidos com doenças graves de vários municípios – inclusive de fora da região – no Caism e também na Maternidade de Campinas e no Hospital Puc-Campinas.

Também procurada, a Secretaria Estadual de Saúde, por meio do DRS (Departamento Regional de Saúde) disse que está em articulação com a regulação municipal de Campinas para dar apoio necessário ao Caism da Unicamp. Informou ainda que, para garantir a assistência às gestantes e bebês, o DRS e o município estão providenciando a transferência, desde que os pacientes tenham condições, para a maternidade municipal e outras referências locais.

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