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Cantareira ganha fôlego com chuvas, mas abastecimento em 2019 exige atenção

As chuvas registradas em São Paulo nas últimas semanas trouxeram um pouco mais de tranquilidade para o Sistema Cantareira. Mesmo com o volume indicando recuperação na capacidade do reservatório, o

Cantareira ganha fôlego com chuvas, mas abastecimento em 2019 exige atenção
Foto: Leandro Las Casas

As chuvas registradas em São Paulo nas últimas semanas trouxeram um pouco mais de tranquilidade para o Sistema Cantareira. Mesmo com o volume indicando recuperação na capacidade do reservatório, o abastecimento ainda passará por dificuldades em 2019. As avaliações são do Consórcio PCJ e do professor especialista em recursos hídricos da Unicamp, Antônio Carlos Zuffo.

Neste momento, o Cantareira se encontra com 38,1% do volume armazenado, o que ainda deixa o manancial em estado de alerta, pois está abaixo dos 40%. No começo de novembro, este índice estava em 34,4%. Em Campinas, foi o novembro mais chuvoso nos últimos 18 anos. Segundo o Cepagri da Unicamp, em 2000 a cidade registrou o maior índice de precipitação no período desde 1988, com 328mm.

Porém, na região do reservatório, o volume de chuva não foi tão intenso assim. Foram 132 mm, sendo que a média histórica para novembro é 161,1 mm. Mesmo com o período chuvoso, o secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahoz, acredita que o abastecimento em 2019 ainda inspira muitos cuidados. De qualquer modo, ele diz que surgiu uma luz no fim do túnel.

Já o professor especialista em recursos hídricos da Unicamp, Antônio Carlos Zuffo, afirma que o cenário não é tão negativo assim. Segundo ele, o volume atual do Cantareira é suficiente para o abastecimento dos municípios durante o próximo período de estiagem. O professor Zuffo acredita que os números ainda vão melhorar, já que a época das chuvas mal começou. Nos quatro primeiros dias de dezembro, já choveu 40% da média registrada no mês.

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