Um levantamento feito pela ACIC apontou que o desemprego atinge quase 230 mil trabalhadores na Região Metropolitana de Campinas. Até o final do ano passado, foram gerados pouco mais de 9,2 mil postos de trabalho com carteira assinada. A análise é baseada nos dados fornecidos pelo CAGED, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Apesar do alto nível de desemprego regional, a situação melhorou em relação a 2017, quando 12,7% da população economicamente ativa estavam sem emprego.
Em 2018 essa taxa caiu, marcando 11,23 pontos percentuais, dentro da média nacional. De acordo com o economista da ACIC, Laerte Martins, é possível interpretar os números como positivos, mas apenas porque o cenário anterior era muito ruim. Para quem procura emprego, os indicadores apresentados pela ACIC não representam algo muito positivo. Os obstáculos encontrados pelo caminho em quem quer se recolocar no mercado de trabalho formal são constantes na vida dos trabalhadores. No Centro Público de Apoio ao Trabalhador em Campinas, o que não falta são histórias de dificuldades.
A taxa do desemprego só não é maior por causa do trabalho informal e daqueles que atuam por conta própria. Nas 20 cidades da RMC, 960 mil trabalhadores estão na informalidade. Isso significa que 53 em 100 pessoas estão sem carteira assinada.