A Câmara Municipal de Pedreira aprovou na noite desta segunda-feira um pedido oficial ao prefeito Hamilton Bernardes, PSB, para que ele embargue as obras de construção da barragem de Pedreira. A alegação é a suposta falta de segurança que a barragem traria a população, e também os danos ambientais. O governo classifica a estrutura da barragem de Pedreira como de “dano potencial alto” em caso de rompimento para quem mora no entorno.
Em junho de 2017, o então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinou a autorização para o Departamento de Águas e Energia Elétrica construir as barragens de Pedreira e de Duas Pontes em Amparo. O investimento anunciado foi de R$ 782 milhões nos dois reservatórios. O projeto era antigo e o início da obra era esperado para 2015. De acordo com o prefeito de Pedreira, Hamilton Bernardes, há na cidade um movimento contrário à construção da represa por causa da falta de informações sobre as contrapartidas que seriam recebidas pelo município. Segundo ele, não há sentido em impactar uma área tão grande da cidade para uma obra complexa, sem que haja retorno aos cofres públicos.
O movimento contra a construção das barragens de Pedreira e Amparo já existia desde o anúncio das obras. A preocupação aumentou nos últimos dias após a tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais, onde o rompimento da barragem deixou mais de 100 mortos e dezenas de desaparecidos.