Os ânimos ficaram exaltados durante os discursos dos vereadores na sessão julgamento do pedido de cassação do prefeito Jonas Donizette (PSB) na tarde desta quarta-feira, 27. Manifestantes favoráveis e contrários ao prefeito brigaram no plenário, e a Guarda Municipal precisou intervir.

Os dois lados envolvidos na confusão trocam acusações sobre quem iniciou a briga. O assessor da presidência responsável pela segurança, Coronel Coelho, ficou ferido. Ele tentou apartar a briga, foi atingido na cabeça, e teve um sangramento. Os envolvidos no conflito foram levados ao primeiro distrito policial de Campinas.
O clima foi quente também entre os vereadores. Tenente Santini (PSD) criticou veementemente o relatório da comissão processante, e não poupou os vereadores que integraram a comissão, Gilberto Vermelho e Henrique Cirillo, ambos do PSDB, e Felipe Marchesi (PR). “O que está acontecendo nessa casa é uma grande vergonha, todo mundo já sabe que já está arquitetado, orquestrado e a decisão da Comissão Processante está montada há muito tempo, quem lê o relatório da comissão vê que é uma defesa pronta do Prefeito, e foi considerado no relatório do vereador Vermelho somente a defesa técnica do prefeito, deram ouvido simplesmente ao trabalho da defesa, por isso, ao meu ver, quem escreveu esse relatório foi o advogado de defesa”.
A fala de Santini gerou reações de vereadores como Paulo Galtério (PSB), Henrique Cirillo e Gilberto Vermelho, que rebateram as críticas de Santini. Vermelho era um dos mais exaltados. “É muito fácil chegar aqui, falar e achar que a fala é verdadeira, denegrir a imagem dos companheiros, o que a imprensa acha o que o povo tá falando eu tô pouco ligando, eu tenho que fazer o que está no processo, e é isso que nós fizemos. Pois eu sei quantos dias fiquei até tarde para produzir este trabalho aqui, para o vereador Tenente Santini chegar e falar que o advogado de defesa fez o relatório? Ele tem de ter um pouquinho de bom senso e respeitar quem fez o trabalho”.
Em nota, a Câmara Municipal de Campinas repudiou o ato de violência ocorrido na galeria do plenário, e informou que irá coletar as imagens captadas pelas câmeras internas e também das redes de televisão presentes, para que sejam anexadas ao inquérito, e irá analisar as medidas cabíveis em relação aos envolvidos.