Nos últimos dois anos, a proporção de mulheres empreendedoras que são chefes de famílias passou de 38% para 45%. Com o avanço, a atividade empreendedora passou a conferir às donas de negócio a principal posição em casa, superando o percentual de mulheres que são cônjuges. Esta posição caiu de 49% para 41% nos últimos anos, conforme constatou o relatório especial produzido pelo Sebrae. O estudo constatou ainda que as representantes do sexo feminino empreendem movidas principalmente pela necessidade de ter uma outra fonte de renda ou para adquirir a independência financeira.
Em Campinas, o resultado disso foi a geração de emprego. A cidade é a segunda colocada no estado com maior número de mulheres empreendedoras que criaram vagas de trabalho, de acordo com números do Sebrae. No último levantamento, Campinas, tinha 9.581 mulheres que possuem funcionários em seus empreendimentos na cidade. De acordo com o gerente regional do Sebrae, Nilcio Freitas, o papel desempenhado pelas mulheres na recuperação da economia do país é fundamental. Ele afirma que mais de 92% daquelas que estão empreendendo, não deixaram as atividades domésticas de lado, o que mostra como elas estão se desdobrando em período de crise.
A vice-presidente da ACIC, Adriana Flosi, afirma que mesmo com uma participação maior e mais decisiva na economia brasileira, a equiparação com as condições de trabalho dos homens ainda é muito injusta. Ela acredita que isso precisa ser corrigido, para que as gerações futuras não sejam tão atingidas como a atual. Em São Paulo, são 46.028 mulheres empreendedoras gerando empregos. Hoje, as 9,3 milhões de mulheres que estão à frente de um negócio representam 34% de todos os donos de negócios formais ou informais no Brasil.