O prédio que foi doado pelo Governo Federal à Prefeitura de Campinas para a instalação de uma Policlínica na esquina da Avenida Francisco Glicério com Rua Barreto Leme, continua sem funcionamento. De acordo com o planejamento da administração municipal, o prédio será utilizado para a transferência da Policlínica 2, que hoje funciona precariamente em um prédio da Av. Campos Sales, onde há problemas estruturais, como a falta de espaço e de manutenção nos elevadores e redes elétrica e hidráulica.
Em vez de obras, o que se vê no local luminoso é um telão com uma campanha publicitária do Ministério Público do Trabalho, em que a própria Prefeitura aparece como apoiadora do evento, mas isso não impediria que o poder público municipal desse ao local a função que assumiu no TAC, ou seja, a instalação da Policlínica 2
O casal Roseli Scarassatti e Elias Ramos acha suspeita a instalação do painel. A recepcionista, Katia Cristina, e o operador de máquinas, Messias da Motta, esperam que o painel de propaganda não seja o motivo do atraso nas obras. A verba para a realização da primeira etapa das obras é proveniente de uma contrapartida firmada em um TAC, em 2017.
Na época, a Prefeitura de Campinas previa a transferência para fevereiro de 2018. O prazo acabou mudando para o segundo semestre de 2018, mas também não foi cumprido. A justificativa da Prefeitura para os atrasos é a crise econômica, que comprometeu a captação de recursos. A Auxiliar administrativa, Fernanda Lemes, quer entender porque um prédio que foi doado ainda não foi destinado para o benefício da população de Campinas.
Para a doméstica, Madalena Menezes, as poucas opções de atendimento médico no centro estão em condições precárias. O prazo para a mudança foi estipulado pelo Ministério Público do Trabalho. O Termo de Ajustamento de Conduta foi proposto em março de 2017.