Um inquérito civil investiga a conduta do ex-secretário Municipal de Planejamento e Urbanismo de Campinas, Carlos Santoro, por ter agido de forma “arbitrária e sem justa causa” na intenção de inviabilizar a instalação de um Lava Jato em um terreno da prefeitura no bairro Gramado.
De acordo com o inquérito, instaurado pelo promotor Angelo Carvalhaes, Santoro teria agido em favor de dois moradores que pediram o embargo do empreendimento. Um dos moradores seria o filho dele.
Segundo o promotor, o proprietário do Lava Jato, Roberto Salvador, conseguiu autorização da Setec para instalar um equipamento removível de pequeno porte para lavagem ecológica de veículos, e pagaria o preço público.
No texto, consta que próximo ao início da prestação de serviço, dois moradores pediram o embargo da obra.
Com a informação da Secretaria de Planejamento de que o empreendimento funcionaria em uma praça, o que não permitiria a instalação do equipamento, a Setec cancelou a autorização, já que foi orientada pela pasta. O parecer anterior da secretaria era de que a área fazia parte do sistema viário.
O proprietário do Lava Jato então conseguiu uma liminar na Justiça que o autorizou a utilizar a área pública. Mas, segundo o promotor, Santoro teria embargado a obra nesse meio tempo, e também aplicado uma multa.
O inquérito apura se houve improbidade administrativa por parte do ex-secretário. A Prefeitura de Campinas também é citada pela Promotoria.
A administração municipal informou que está à disposição do Ministério Público para prestar todos os esclarecimentos necessários, e que todos os procedimentos administrativos em relação ao caso estão suspensos, aguardando sentença final na Justiça.
O ex-secretário Carlos Santoro não se manifestou até o momento.