O corte de R$ 184 milhões de reais do orçamento de Campinas previsto para este ano segue gerando muitos questionamentos. O principal deles diz respeito ao aumento da receita arrecadada até atrásra. Segundo dados da Associação Comercial do Estado de São Paulo, apenas de janeiro a maio, a arrecadação de impostos no município saltou 8% quando comparado ao mesmo período de 2018. Entraram nos cofres públicos pouco mais de R$ 957 milhões, contra R$ 886 milhões nos cinco primeiros meses do ano passado.
O secretário de finanças de Campinas, Tarcísio Cintra, disse que tanto o orçamento, quanto os investimentos anuais são baseados em previsões. Deste modo, ele afirma que mesmo com a receita dando sinais de melhora, não há perspectiva de que a arrecadação alcance o índice previsto para este ano e por isso os gastos que deveriam ocorrer precisaram ser revistos.
A área de Cultura foi a mais afetada pelo contingenciamento, já que terá 56% de sua verba suprimida pelo governo municipal. Membro da Federação Campineira de Cultura, Rafael Bressane, teme pelo fim das atividades culturais no município. Ele cita como exemplo a tradicional Campanha de Popularização do Teatro, que foi municipalizada e ficou mais dependente do dinheiro público.
O corte feito pela prefeitura será de R$ 184 milhões, o que representa 12,39% do orçamento previsto para este ano. A prefeitura justificou a medida para assegurar o equilíbrio entre a execução das despesas e a disponibilidade efetiva de recursos próprios para atendê-las.