De acordo com os dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar, a Unica, o Brasil vai passar a produzir entre 47 bilhões e 50 bilhões de litros de etanol por safra até 2028.
Isso significa um aumento de cerca de 50%, frente aos 33 bilhões produzidos atualmente.
Para atender a esta previsão, a evolução da política pública de estímulo aos combustíveis renováveis não deixa de ser acompanhada do desenvolvimento continuado. Na Unicamp, por exemplo, os cientistas estudam a melhoria genética da cana-de-açúcar.
De acordo com o professor Gonçalo Pereira, do Instituto de Biologia, o estudo genético da chamada cana energia, que está sendo desenvolvido na universidade, vai se transformar numa especie de caixa de ferramenta para os produtores.
A tecnologia que vem sendo desenvolvido nos laboratórios da universidade vai potencializar a produção e consequente chegar no bolso do consumidor final na hora de abastecer o carro.
O biocombustível de etanol tem toda um conceito ecológico, por ser energia renovável e emitir bem menos poluentes na atmosfera. Nos postos de combustíveis a questão preço do produto pesa mais que a consciência ecológica do consumidor, como atesta o motorista Flávio Saraiva. O também motorista de aplicativo , Rodrigo Jorge de Moraes, prefere abastecer com etanol por conta do preço bem mais em conta que a gasolina e segundo ele produto não interfere tanto no desempenho do carro.
Segundo professor, Gonçalo Pereira, a tecnologia desenvolvida na Unicamp sobre a matéria prima do etanol de última geração já foi licenciada por uma empresa que tem uma usina de produção no norte do país.