As exportações na Região Metropolitana de Campinas, que totalizaram US$ 393 milhões em julho, apresentaram o melhor resultado em cinco anos para o mês. Segundo o levantamento do Observatório PUC-Campinas, baseado na análise de dados do Ministério da Economia, houve aumento de 14,5% em relação ao mesmo período de 2018. A indústria química, farmoquímica e a agricultura impulsionaram as exportações, com aumento das vendas me medicamentos, agroquímicos e pneus no mercado internacional.
O desempenho só não foi melhor por causa do setor automobilístico, que registrou queda nas exportações de quase 29%, quando o índice é comparado com julho do ano passado. Nos setes primeiros meses do ano, a indústria automotiva vendeu U$ 150 milhões em carros no exterior, mas este número é 40% menor do que as vendas registradas no mesmo período do ano passado. Neste aspecto, a crise Argentina reflete diretamente nessa comercialização, já que o país vizinho é o principal destino dos veículos produzidos na RMC, como afirma o economista do Observatório da PUC, Paulo Oliveira.
Mas o bom índice de exportações registrado em julho, não interfere na balança comercial da região, que é deficitária há mais de 20 anos. Só no mês de julho, esse déficit cresceu 9,87%. No acumulado do ano, a diferença entre as importações e as exportações é de U$ 5,2 bilhões, superando o déficit comercial do Estado de São Paulo, que foi de US$ 3,9 bilhões.