A Câmara de Campinas vai investigar um caso de assédio moral contra uma funcionária terceirizada, que foi demitida no começo de atrássto. Os vereadores pedem explicações para a empresa responsável e querem a reintegração da funcionária ao quadro de trabalhadores. A funcionária foi demitida no dia 13 de atrássto pela empresa Higilimp, que presta serviços ao legislativo municipal, após reclamar do atraso no salário e no pagamento de benefícios que tinha direito.
A empresa ganhou a concorrência pública para um contrato de 12 meses na Câmara de Campinas, e atrasou o pagamento dos terceirizados, fazendo com que 10 vereadores apresentassem questionamentos. Em resposta aos parlamentares, ficou comprovado que a Câmara cumpriu com suas obrigações com a terceirizada, que mesmo recebendo em dia, não efetuou o pagamento aos funcionários. Os vereadores descobriram ainda que mesmo tendo problemas em 2016, abrindo falência e abandonado mais de três mil funcionários em São Paulo, a Higilimp conseguiu um contrato na Câmara Municipal de Campinas pelo período de 12 meses para receber R$644 mil.
Responsável pela investigação da acusação de assédio moral na Câmara de Campinas, o vereador Carlão do PT, disse que o passado da empresa também é alvo dos trabalhos de apuração. A presidência da Câmara informou através de nota que a demissão da funcionária não cabe ao legislativo municipal e que por isso não vai se manifestar sobre o assunto. A Higilimp também não se pronunciou.