Após o encerramento das investigações de dois assassinatos cometidos em Campinas por Policiais Militares, a Secretaria de Segurança Pública segue sem informar quais teriam sido as motivações dos crimes. Num intervalo de pouco mais de 20 dias, entre os meses de setembro e outubro deste ano, dois PMs foram presos por homicídio em Campinas.
O primeiro caso aconteceu dentro do 47º Batalhão da Polícia Militar. A vítima, o também policial Thiago de Camargo Machado, foi alvejado por pelo menos quatro tiros, pelo colega de corporação, Cleber da Silva Avelino, 37 anos. O crime aconteceu quando os dois chegavam ao batalhão para iniciarem seus turnos. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada no Hospital Mário Gatti. Poucos dias depois, a Polícia Militar prendeu em flagrante o soldado Maxuel Gomes Ribeiro, que executou a tiros o próprio irmão, em Campinas. O crime aconteceu na casa de familiares, na Vila Palmeiras, bairro localizado na região do Campo Belo. O soldado, que pertence a 4ª Cia do 22º Batalhão da capital paulista efetuou sete disparos contra o irmão Rudson Kelson Ribeiro, de 41 anos, que morreu no local.
Os dois policiais permanecem detidos no presídio militar Romão Gomes, na capital. Questionada sobre a motivação dos crimes, a Secretaria de Segurança Pública informou apenas que o caso do policial que matou o colega em setembro foi concluído após a prisão em flagrante e encaminhado à Justiça Militar. Já o caso dos irmãos, registrado em outubro, foi investigado por meio de inquérito policial e relatado ao fórum no último dia 14.