Fraude em concursos permitia aprovação sem pontuação

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A Operação Apaniguados, do Ministério Público, que investiga um grupo que fraudava concursos públicos na região de Campinas e outros locais do estado, apurou que a fraude permitiu a aprovação de candidatos que não teriam nem ao menos condições de classificação. Foram apreendidas, por exemplo, em poder de uma das investigadas, Rosana Sciascia, sócia da Orhion Consultoria, empresa organizadora de concursos públicos, diversas caixas, com cartões de resposta originais, entregues no momento da prova, e que foram objeto de fraude.

Ou seja, a investigação apurou que os cartões que retratavam o desempenho real dos candidatos foram substituídos por novos cartões, desta vez, preenchidos pelos organizadores do certame com um número de acertos suficiente para chegar às primeiras colocações na lista de aprovados. O grupo que confeccionava novos cartões de resposta para garantir o direcionamento dos resultados permitiu, por exemplo, que uma candidata ao cargo de auxiliar administrativo, em Cordeirópolis, saltasse pelo menos 79 posições, sendo classificada na 4ª posição.

O Cartão com o desempenho real da candidata apaniguada mostra 60 acertos, sendo que no falso, ela foi classificada com 81 acertos. Há, inclusive, evidências no material apreendido de que foi necessário, por vezes, que os organizadores do concurso assinassem como se fossem os candidatos. Em outro exemplo, uma candidata ao cargo de Assistente Técnico Pedagógico, na Prefeitura de Holambra em 2018, a julgar pelo registrado no cartão real de resposta, com 39 pontos, ela sequer seria aprovada no concurso, que só classificou candidatos com, no mínimo, 50 pontos, mas ela foi aprovada em primeiro lugar, com 77 pontos.

A fraude era cometida com pagamento de propina e beneficiou centenas de pessoas, que podem agora perder os cargos e responder por envolvimento nos crimes. Já, os candidatos que teriam sido lesados, somam oito mil, somente em um dos concursos investigados. Com isso, diversos processos poderão ser anulados. Entre os suspeitos, estão agentes públicos de prefeituras paulistas, empresários e também os selecionados nos concursos fraudados. O Tribunal de Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva de dois dos seis investigados. A operação Apaniguados foi deflagrada pelo GAECO de Campinas, com o apoio do BAEP da Polícia Militar, no último dia 7 de outubro.

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