Casal que mantinha mulher em cárcere tem bens bloqueados

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Uma liminar concedida pelo Posto Avançado da Justiça do Trabalho de Jundiaí na cidade de Vinhedo determinou o bloqueio de bens do casal que mantinha a empregada em trabalho análogo à escravidão durante mais de 20 anos em Vinhedo. Foi estabelecido o limite de R$ 757.845,00 pra o bloqueio dos bens de Écio Pilli Júnior e Marina Okido.

Os valores bloqueados ficarão depositados em juízo, à disposição da Justiça do Trabalho, até que todo o passivo seja apurado e pago no curso da ação. Também foram bloqueados e indisponibilizados os bens móveis e imóveis atuais e os veículos existentes no nome dos réus.

A medida judicial visa garantir o pagamento de verbas trabalhistas e indenização por danos morais. A funcionária trabalhava na residência do casal desde 1979 e teve seus direitos trabalhistas respeitados até 1997, ano em que deixou de receber remuneração dos empregadores pela prestação de serviços domésticos.

Dessa forma, o pagamento das verbas salariais está sendo calculado de 1997 até junho de 2019, incluindo aviso prévio de 60 dias, proporcional ao tempo de serviço, gratificação natalina de todo o período trabalhado não pago, férias anuais, acrescidas de um terço, multa rescisória, FGTS acrescido de 40% e a indenização por danos morais, no valor de R$ 100.000,00.

O casal é ainda investigado pela Polícia Civil por estelionato, por suspeita de ter utilizado nome e os documentos da vítima para abrir conta em banco e emitir cheques sem fundo. Em junho de 2019, o casal foi preso em Vinhedo quando a empregada foi encontrada em situação análoga à escravidão.

Em depoimento, a vítima contou que veio da cidade de Colorado, no Paraná, e que era obrigada a cuidar da mãe da acusada, de 88 anos, em troca apenas de alimentação e que teria sido torturada pelo casal e impedida de sair de casa, não podendo se comunicar com ninguém, sem acesso externo.

Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu um BO de desaparecimento, de agosto de 1996, feito por um dos irmãos da vítima, com quem ela não conseguiu manter contato durante o tempo em que esteve mantida na casa.

 

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