PM que enfrentou atirador relembra ataque na Catedral

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Foto: Danilo Braga

O terceiro sargento da Polícia Militar Elson de Souza Cruz entrou na Catedral Metropolitana de Campinas após ouvir os primeiros disparos feitos por Euler Fernando Grandolpho em 11 de dezembro de 2018. “Na entrada passou uma vítima baleada. E ficou bem marcado, porque, assim que passou, ele nos avisou que tinha um homem atirando lá dentro, e caiu”, conta.

Exatamente um ano depois, o policial descreve também o exato momento em que viu o assassino mirar contra uma vítima ferida. O PM se abrigou atrás de uma pilastra e buscou uma visão desimpedida para atirar. “Dentro da basílica já avistamos o Euler fazendo várias vítimas né? Inclusive, uma das vítimas que foi baleada correu em nossa direção. Então teve bastante disparo na nossa direção. E aí houve o campo de ação pra gente atuar”, detalha Souza.

Apesar da distância que estavam do homem de 49 anos, ele e o PM Lucas Felipe Amaral conseguiram atingi-lo. Ferido, ele caiu em um dos cantos da igreja e se matou usando uma das duas armas que tinha em mãos. “Os meus disparos, somados com os do soldado Amaral, que entrou junto comigo, chegaram a 13 até a gente conseguir atingi-lo e neutralizá-lo. No solo, ele optou por tirar a própria vida. Se tivesse se rendido, estaria preso né?”, relata.

Entrevistado em uma sala do 1º Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar, o Baep, o terceiro sargento De Souza afirma ter uma mescla de sentimentos ao se recordar da ocorrência mais atípica da carreira. Para ele, que fazia um patrulhamento de rotina em frente à Catedral de Campinas naquela tarde de terça-feira, a tristeza pelas mortes se mistura com a satisfação de ter impedido que mais gente fosse atingida.

Euler fez pelo menos 20 disparos com uma pistola 9 mm e ainda portava um revólver calibre 38 que não chegou a ser utilizado. Ele usou dois carregadores e tinha outros dois pentes cheios em uma mochila. “A gente lamenta muito pelas vítimas fatais. Até pela morte do próprio atirador. Lamentamos muito, mas, depois de saber que ele podia fazer outras vítimas, a gente sente alegria por ter contribuído”, afirma o militar.

Morreram no ataque, além do atirador, Sidnei Vitor Monteiro, de 39 anos, José Eudes Gonzaga, de 68, Cristofer Gonçalves dos Santos, 38, Elpídio Alves Coutinho, 67 anos, e Heleno Severo Alves, de 84 anos.

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