Sisnov em Campinas tem aumento de casos de violência

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Foto : Flávio Botelho

O Sistema de Notificação de Violências em Campinas, o Sisnov, registrou aumento considerável no número de casos, principalmente nos ocorrências contra crianças, adolescentes e mulheres, além de suicídios. A 13ª edição do levantamento foi divulgada nesta terça-feira, dia 10. Os dados referentes ao ano de  2018 foram fornecidos por 102 unidades das secretarias de Saúde, Assistência Social, Educação, Segurança Pública, além do HC e Caism da Unicamp, PUC Campinas e hospitais privados. O sistema registra os casos de notificação compulsória.

A distribuição dos registros é homogênea e atinge todas as regiões e classes sociais. Porém, há uma concentração maior nas regiões sudoeste e noroeste da cidade. De acordo com o médico responsável pelo Sistema de Notificação de Violências, Carlos Avancini, o aumento do número de notificações é o maior desde 2005, quando os dados passaram a ser computados. Para se ter uma ideia, no ano passado foram mais 2.460 notificações. “A violência física foi a mais frequente. Em segundo lugar, foi o suicídio. E em terceiro, o abandono de criança”, relata.

A violência sexual também chamou a atenção na 13ª edição do Sisnov. No total, foram 427 casos, sendo a maioria das vítimas, 251, meninas. Já 42 das notificações envolviam meninos. “Acontece principalmente na faixa etária dos 0 aos 19 anos, sendo que 251 foram de meninas e 42 meninos. Pra faixa mais velha, de 20 a 59 anos, a maioria é de mulher, 132 notificações”, afirma.

Do total de notificações, 1.181 foram em unidades da Secretaria Municipal de Saúde. Em termos percentuais, 48% foram registradas nos postos de saúde e nos hospitais municipais. Outros 35,8% foram notificados pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos. De acordo com a secretária responsável pela Pasta, Eliane Jocelaine, o levantamento é de extrema importância, pois ajuda a desenvolver e aplicar as políticas públicas de forma mais direta. Os exemplos, segundo ela, são os mais variados. “Há uma integralidade entre as pastas e foram criados vários comitês da saúde. Na área da Assistência Social, houve expansão do atendimento a mulheres vítimas de violência, tem a Casa da Gestante e serviços de abrigo”, detalha.

Quanto aos tipos de violência mais notificados em 2018, a violência física aparece em primeiro, com 826 registros, 33,5%, seguido de tentativa de suicídio com 449, 18,2%. Com valores semelhantes, negligência e abandono com 429, 17,4%, e violência sexual, com 427 , ou 17,3%. A tabela completa pode ser conferida no portal da Prefeitura, na aba da Secretaria de Saúde.

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