Violência contra mulher sobe 196% em cinco anos

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O número de casos de violência contra a mulher cresceu 195,9% em Campinas. Os dados são do 13º Boletim do Sistema de Notificação de Violência, o Sisnov. O balanço leva em conta os últimos cinco anos. Em 2014, foram registradas 367 ocorrências na cidade, contra um total de 1.086 notificações ao longo de 2018.

A delegada titular da 1ª Delegacia de Defesa da Mulher de Campinas, Lícia Couto Custosa Cordeiro, vê relação com o maior acesso aos canais de denúncia. No primeiro ano do levantamento, o município só contava com uma DDM. O local concentrava todo o atendimento e os investigadores ficavam saturados.

Com o reforço da segunda unidade, inaugurada em 2017 e funcionando 24 horas desde o início de 2019, as vítimas ganharam mais opções para fazer denúncias. “É decorrente do acesso maior aos órgãos. Em 2014, tínhamos uma DDM. Então a gente percebe que esse acesso tem aumentado esses dados estatísticos”, alega.

Mas o Sisnov indica ainda que cônjuges foram os principais autores em 2018, 42,6% do total. Sobre isso, a delegada vê maior conscientização das mulheres. Para ela, o que antes era considerado normal devido ao machismo projetado na sociedade, atualmente é amplamente rejeitado por esposas e companheiras. “Hoje em dia a mulher não tolera. Então, ao mesmo tempo em que há mais espaço para denúncia, há consciência que os fatos devem ser denunciados”, diz.

O maior número de vítimas em 2018 tinha entre 20 e 29 anos, fato semelhante aos anos anteriores. A violência mais frequente foi a física, com 551 notificações. Em 2018, sete mulheres foram vítimas de feminicídio em Campinas. Uma delas foi Élida Paula, morta a facadas pelo companheiro na noite de 26 de dezembro.

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