Bancos enxugam gastos e fecham agências

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O fechamento de uma agência do Santander e a mudança em uma unidade do Bradesco no centro de Campinas são exemplos do que tem acontecido pelo País. Sob os argumentos de aumento das operações digitais e do corte de gastos, os bancos estão reduzindo o número, ou limitando os espaços para o atendimento.

Na Avenida Francisco Glicério, os dois locais ficam lado a lado. Mas o antigo Santander já está sem letreiro. Na porta de vidro, um pequeno aviso foi afixado. Apesar do papel indicando que os serviços foram transferidos para outro endereço na própria avenida, muitos clientes ficam surpresos com a mudança.

Uélida Pereira é testemunha. Ela trabalha em uma banca de artigos para celular que fica em frente à agência que foi fechada e é rotineiramente consultada. “A cada meia hora o povo fica aqui perguntando o que aconteceu com a agência e pra onde ela foi. E a gente já sabia, porque eles colocaram o aviso duas semanas antes. Aí a gente leu o papel e sabe pra onde a agência foi né?”, explica.

Com a mudança, o atendimento, antes feito no número 1350, foi centralizado na unidade existente na altura do 892, a cerca de quatro quarteirões de distância. Já no caso do Bradesco, no número 1342, a alteração se deu no funcionamento interno. No espaço, os clientes só poderão ter acesso aos caixas eletrônicos.

Para a presidente do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região, Ana Stela Alves de Lima, as mudanças não afetam só a clientela, mas também a categoria. Confirmando a tendência de redução do número de estabelecimentos, ela se preocupa com o desemprego e diz que tenta buscar soluções com os bancos.

“Isso reflete na cadeia toda, porque você tem os bancários, os vigilantes e o pessoal da faxina e do café. Então, reflete no emprego de forma geral e dificulta a vida das pessoas, principalmente as que não são digitalizadas”, argumenta.

Questionada sobre os trabalhadores das duas agências citadas nesta reportagem a presidente da entidade confirma que conseguiu que a maioria fosse realocada. No Brasil, os bancos fecharam 430 agências em 2019, com uma rede total de menos de 10 mil pontos. A estimativa, em 2020, é de mais 1,2 mil fechamentos.

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