O aumento no número de casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus, o Covid-19, na Itália, tem feito as autoridades de saúde italiana instruirem a população a evitar sair de casa. O relato é da campineira Adriana Bertozzo, que está à passeio na região da Toscana há 50 dias. De acordo com ela, que está se preparando para voltar ao Brasil, até a última quarta-feira, eram 12 mortes confirmadas.
Os eventos de grande concentração de público, como por exemplo os jogos de futebol e o carnaval de Veneza, foram suspensos. O empresário e advogado campineiro, Maurício Beltramelli, mora em Blevio, no norte da Itália. De acordo com ele, no último domingo, dia 23, houve um princípio de histeria e as pessoas correram aos supermercados para comprar alimentos. Apesar das medidas adotadas pelas autoridades, a situação não é alarmante.
Para Beltramelli, o número geral de casos de coronavírus na Itália pode estar relacionado ao fato do país estar fazendo mais testes na população do que os vizinhos europeus. Em relação a França, por exemplo, o número de casos é 10 vezes maior. Nas ruas, segundo ele, a movimentação na região em que mora caiu em uma média de 30% e não se vê pessoas usando máscaras. Mesmo assim, ele diz estar tranquilo e não pretende deixar o país.
Até a última quara-feira, dia 26, a Itália havia contabilizado 374 casos da doença e 12 mortes. A maioria dos óbitos foi confirmada em pessoas com idade avançada e saúde já fragilizada. Pela primeira vez desde a detecção do novo coronavírus no país, na semana passada, quatro menores de idade (um de 4 anos, dois de 10 anos e um de 15 anos) estão entre os infectados, mas apresentam sintomas leves.