Após queda, motoristas de app esperam auxílio

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Foto: Flávio Paradella

Os motoristas de aplicativos de transporte de passageiros, como Uber, 99 e Cabify, contam com a renda básica emergencial de R$ 600 a trabalhadores informais para lidar com o momento de queda provocada pelo coronavírus.

Em Campinas, os trabalhadores sentiram no bolso os reflexos da pandemia. Luiz Fernando Tôntoli, por exemplo, tem no serviço a única fonte de renda no momento. Com a demanda em baixa, porém, clama por mais ajuda à categoria.

“Caiu uns 80% o número de corridas. Eu chegava a fazer, em um dia ruim, 12 corridas em 7 horas. Hoje, faço quatro. E eu perdi a renda das aulas de judô. O problema é que a Uber não oferece ajuda a quem não contraiu o vírus”, diz.

O auxílio financeiro da Uber citado por Luiz Fernando foi anunciado pela empresa no mundo todo e inclui condutores doentes colocados em quarentena. Os valores são baseados na média diária de ganhos dos últimos seis meses.

O risco de contágio, claro, também é outra preocupação. Silvio Sanches deixou de fazer as corridas para evitar a exposição ao vírus. Cadastrado há quatro anos na plataforma, preferiu não tirar o carro da garagem no surto de covid-19.

“Primeiro porque eu pego um passageiro e não sei o estado de saúde dele, então é um risco oculto. Parei também, em segundo lugar, devido às recomendações das autoridades. E em terceiro pela queda no número de corridas”, afirma ele.

Outros motoristas detalham que as poucas corridas tendem a ser curtas, o que reduz os ganhos diários. Com isso, o uruguaio Raul Lerena, morador da cidade há 13 anos, gostou de saber que a renda básica inclui os motoristas de app.

“Tinha escutado por aí que os motoristas de aplicativos não estavam contemplados nesse auxílio de R$ 600 do Governo Federal, mas fui informado que estamos contemplados. É bom diante da nossa situação na rua”, desabafa.

Sancionado depois de ser aprovado pelos deputados e senadores, o pagamento do benefício foi prometido pelo presidente Jair Bolsonaro para os próximos dias, mas ele alega que incertezas burocráticas travam a efetivação da medida.

Enquanto isso, os aplicativos foram consultados pela CBN Campinas sobre o que tem sido feito durante a pandemia. A Uber respondeu que fechou acordo que vai permitir descontos em consultas médicas, exames e remédios no País.

Além disso, reforça que oferece auxílio a infectados afastados e que ajuda os parceiros na manutenção da limpeza dos veículos, assim como envia recomendações de higienização e cuidados sanitários durante as corridas.

A Cabify afirma que criou um comitê de trabalho específico para monitorar o desdobramento do surto, se colocou à disposição das autoridades e que tem enviado comunicações periódicas aos motoristas sobre cuidados sanitários.

Já a 99 esclarece que orienta sobre as medidas de prevenção da doença e que disponibiliza um fundo de US$ 10 milhões para ajudar motoristas pelo mundo que sejam diagnosticados com a covid-19, de acordo com a média de ganhos.

Para os que continuam trabalhando, justifica que faz a doação de corridas para diversas cidades do Brasil, em parceria com as secretarias de saúde, para que possam ser usadas por profissionais do setor, no valor total de R$ 4 milhões.

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