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Farmácia de Alto Custo tem aglomeração na fila

A Farmácia de Alto Custo, no bairro Ponte Preta, em Campinas, segue distribuindo medicamentos para os pacientes que precisam no período da quarentena causada pelo novo coronavírus. Existe apenas uma

Farmácia de Alto Custo tem aglomeração na fila
Foto: Danilo Braga

A Farmácia de Alto Custo, no bairro Ponte Preta, em Campinas, segue distribuindo medicamentos para os pacientes que precisam no período da quarentena causada pelo novo coronavírus. Existe apenas uma unidade no município. Por isso, as filas são comuns. Em tempos de pandemia de covid-19, mesmo que os remédios não tenham qualquer relação com a doença, a concentração de pessoas aumentou, segundo os usuários. A distância de 1,5 metro não é respeitada do lado de fora.

Nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira, a aglomeração dobrava o quarteirão da Rua Setembrino de Carvalho, onde fica a farmácia, com muitas pessoas esperando há mais de uma hora. A maioria não usa equipamentos de proteção como as máscaras. Enquanto a reportagem conversava com pacientes, um homem tossia no meio das pessoas.

Os medicamentos de alto custo são fornecidos pelo poder público e não estão disponíveis nas farmácias comuns. Por isso, mesmo com a recomendação das autoridades para que não saiam de casa, os idosos representam uma parte significativa das pessoas na fila. Lúcia de Oliveira afirma ter medo da covid-19, mas não sabe o que poderia ser feito para evitar a aglomeração.

Outro problema são as receitas, com prazo estabelecido. A autônoma Carla Juliana, que não deixou de trabalhar durante a pandemia, precisou separar algumas horas da manhã para buscar o leite que o bebê dela precisa. A paciente conta é obrigada a ir à Farmácia de Alto Custo todos os meses por causa da data de validade da receita.

William Moura precisa de medicamento para epilepsia. Ele consegue três receitas de uma vez, mas acredita que o número poderia ser estendido para que as filas diminuam. É a mesma opinião do aposentado Vladimir Conte tem 82 anos e sai do distrito de Sousas para buscar remédios na Farmácia de Alto Custo.

Um ouvinte informou à produção da CBN Campinas que alguns atendentes da farmácia não usavam equipamento de proteção individual. A reportagem não teve acesso à parte interna do prédio, mas um funcionário, que preferiu não gravar entrevista, afirmou que as empresas terceirizadas fornecem todos os equipamentos, como máscaras e álcool em gel. Do lado de fora, todos os trabalhadores usavam máscaras de proteção. Segundo ele, as filas se concentram na calçada porque entram dez pacientes por vez, que se sentam em cadeiras intercaladas dentro da sala. 

No corredor que dá acesso à Farmácia de Alto Custo, demarcações no chão mostram a distância de segurança entre os usuários depois que eles passam pelo portão.

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