As mortes pela epidemia de covid-19 na Itália aumentaram em 262 nesta quinta-feira, 14, em comparação a 195 no dia anterior, segundo informou a Agência de Proteção Civil do país. Os casos confirmados da doença foram de 992, ante 888 no dia anterior. O país europeu esteve no centro da pandemia, quando apresentou dados alarmantes em consequência da covid-19. Quando a pandemia atingiu outros importantes países, como o Reino Unido, os Estados Unidos e o Brasil, dava-se a impressão de que as coisas estariam melhores no território italiano, mas as condições ainda são preocupantes.
O fato é que o novo coronavírus causou muito estrago por lá e as coisas estão longe de voltarem ao normal. O advogado campineiro Maurício Beltramelli vive em uma pequena cidade na região da Lombardia, uma das áreas mais afetadas pelo novo coronavírus. Ele disse que a situação foi muito complicada e que a população italiana esteve diante da morte. “Pouca gente vai ter a noção do que aconteceu aqui na região da Lombardia, nesses meses que se passaram. A gente viu a cara da morte aqui e ela é muito feia. Se você pegar os números da Itália, grande parte é daqui. É como a relação entre o estado de São Paulo com o resto do Brasil. O fato é que por aqui, o bicho pegou”, disse.
Para conter o avanço da pandemia, a Itália adotou medidas muito mais enérgicas do as tomadas até atrásra no Brasil. Uma delas foi o lockdown, sistema que obriga as pessoas a ficarem em casa, que funcionou muito bem na visão do advogado Maurício Beltramelli. “Muitas pessoas não tem percepção das coisas que acontecem aqui na Itália. Aqui na Itália, o lockdown funcionou. As pessoas no Brasil dizem que a Itália não serve de exemplo, que o lockdown não daria certo no Brasil, que são situações diferentes. Pode ser. Eu não sou especialista no assunto, mas é fato que aqui na Itália o lockdown funcionou”, afirmou.
O total de mortos desde o surgimento do surto na Itália, em 21 de fevereiro, atrásra é de 31.368, segundo a agência, o terceiro maior número de fatalidades do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e Reino Unido. O número de casos confirmados soma 223.096, o quinto maior do mundo.