Doria liga crise à pandemia e não à quarentena

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Foto: reprodução YouTube

O governo de São Paulo apresentou nesta segunda-feira, 11, um estudo sobre os reflexos que a pandemia do novo coronavírus trouxe para a economia. A conclusão, segundo o próprio governador João Doria, é que a crise instalada é uma consequência do problema de saúde e não da quarentena, que foi prolongada até o final deste mês. Segundo dados da secretaria da fazenda do estado, 74% das atividades econômicas do estado, como os setores da construção civil e hotelaria, não tiveram nenhuma restrição e apenas foi exigido a adoção de protocolos de segurança para evitar a contaminação pelo coronavírus.

Além disso, os estudos apontaram que 73% da perda do PIB é reflexo direto da pandemia e que os outros 27% é reflexo de uma associação da pandemia com a quarentena. Segundo o secretário da fazenda de São Paulo, Henrique Meirelles, a quarentena não é responsável direta pelos problemas econômicos do estado. “73% da perda do PIB corresponde aos efeitos apenas da pandemia. Porque, se olharmos o PIB como um todo e a queda que é generalizada, nós podemos ver claramente que 73% da perda não tem efeito da pandemia. No entanto, 27% do PIB é afetado pela quarentena sim. Porém, as avaliações mostram que mesmo que não tivesse a quarentena, esses setores seriam afetados pela pandemia”, explica.

O governador João Doria reafirmou que precisa haver um equilíbrio na evolução dos casos de coronavírus no estado e da taxa de ocupação de leitos. Para isso, precisaria haver uma redução sustentada do número de casos por 14 dias e taxas de ocupação de leitos de UTI em 60%. O governo registrou neste domingo uma taxa de isolamento igual na Grande São Paulo, interior e litoral, que alcançou o índice de 53%. Doria reforçou que uma flexibilização só seria possível se o estado mantivesse uma taxa de isolamento superior a 55% durante todo o mês de maio. “Peço sempre que todos, absolutamente todos, possam fazer um esforço para manterem um isolamento, porque se mantermos uma taxa acima de 55%, dois pontos acima do registrado ontem (domingo), nos poderemos iniciar uma flexibilização ao fim desta quarentena, no dia 31 de maio”, garantiu.

Caso os índices almejados pelo estado não sejam atingidos nas próximas semanas, o governador João Doria não descartou a possibilidade de um lockdown, um bloqueio total que obriga as pessoas a ficarem em casa. “A resposta é sim. Se houver a necessidade, nós não descartamos a alternativa. Ela não está no nosso protocolo imediato ou seja, não há previsão de lockdown neste momento. Mas nós seguimos as recomendações da área de saúde e se houver a orientação, nós não vemos problemas em tomar essa decisão. Mas nós sempre seguiremos as recomendações da área da saúde”, afirmou. Nesta segunda-feira, São Paulo tem pouco mais de 46 mil casos de covid-19 confirmados, com 3.743 óbitos registrados. A taxa de ocupação dos leitos de UTI está em 68,2% no interior e 89,6% na Grande São Paulo.

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