CBN Campinas 99,1 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhe

Casos de perturbação do sossego triplicam

A Guarda Municipal de Campinas quase triplicou o atendimento às ocorrências que envolvem a perturbação do sossego, desde que a pandemia começou. Segundo a secretaria de segurança pública da cidade,

Casos de perturbação do sossego triplicam
A Guarda Municipal de Campinas quase triplicou o atendimento às ocorrências que envolvem a perturbação do sossego, desde que a pandemia começou. Segundo a secretaria de segurança pública da cidade, a corporação atendia, em média, 700 chamados por mês. Somente em maio, durante a quarentena imposta pelo estado, esse número saltou para 02 mil ocorrências. Isso ocorre porque […]

A Guarda Municipal de Campinas quase triplicou o atendimento às ocorrências que envolvem a perturbação do sossego, desde que a pandemia começou. Segundo a secretaria de segurança pública da cidade, a corporação atendia, em média, 700 chamados por mês. Somente em maio, durante a quarentena imposta pelo estado, esse número saltou para 02 mil ocorrências. Isso ocorre porque com a quarentena em vigor e boa parte dos trabalhadores atuando em home office, os casos de perturbação são mais frequentes quando há mais gente dentro de casa.

A maioria das ocorrências se referiam ao som alto. De acordo com o secretário de segurança de Campinas, Luis Augusto Baggio, o uso do som pode ser encarado como uma forma do cidadão em quarentena extravasar ou mesmo como uma percepção da própria comunidade pelo indivíduo, que atrásra passa mais tempo em casa. “O que houve também foi um claro aumento na perturbação do sossego público, que é o som alto na casa, no bar e que não é do pancadão (som automotivo). Isso cresceu porque o sujeito está em casa atrásra, confinado, e acaba por usar o som como uma forma de escape, perturbando infelizmente toda uma comunidade ou porque antes a pessoa não ficava em casa e atrásra ela ouve o vizinho que sempre fez isso”, afirma.

Além da perturbação do sossego, a Guarda Municipal passou a desempenhar uma função que não existia antes da quarentena. A chamada medida sanitária é a fiscalização de locais quanto às questões sanitárias exigidas para o enfrentamento da covid-19. O secretário Luis Augusto Baggio disse que são 1,4 mil vistorias realizadas por mês nesse início de trabalho. “Uma outra atuação que a gente tem feito regularmente e que tem crescido muito são as medidas sanitárias, que é a fiscalização, junto com outros órgãos, daqueles estabelecimentos que não deveriam estar funcionando ou que estão funcionando de forma irregular. Esse número cresceu bastante, até porque não existia esse tipo de atividade na guarda, e atrásra estamos realizando isso cotidianamente”, explicou.

Em relação ao chamado pancadão, som alto em veículos, o número de ocorrências durante a quarentena se manteve na mesma média dos meses anteriores, segundo a secretaria de segurança de Campinas. Nos oito primeiros dias de junho, foram apreendidos quatro carros em Campinas por esse motivo.

Conteúdos