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Ex-secretários de saúde condenam flexibilização

A Câmara de Campinas realizou na sexta-feira (5) um Debate Público sobre a pandemia de covid-19. O debate contou com a participação de cinco ex-secretários de Saúde de Campinas. O

Ex-secretários de saúde condenam flexibilização
Imagem: Reprodução / Câmara de Campinas

A Câmara de Campinas realizou na sexta-feira (5) um Debate Público sobre a pandemia de covid-19. O debate contou com a participação de cinco ex-secretários de Saúde de Campinas. O primeiro a falar foi Adilson Rocha, secretário nos anos de 2011 e 2012. Ele condenou a flexibilização do isolamento na cidade. “As medidas na minha opinião tem de ser outras, não medidas que apontem pra flexibilização e criem mais confusão na cabeça das pessoas e vão se permitir a se cuidar menos e agravar ainda mais o quadro sanitário”.

Quem também fez criticas à flexibilização foi Carminha Carpintéro, secretária entre 2002 e 2004. Mas, com uma ressalva. “Não é o momento de flexibilizar nada, nós não fizemos um isolamento satisfatório, mas temos de tomar cuidado para não culpabilizar as pessoas que não puderam fazer o isolamento. Que se faça um plano de trabalho para as ocupações, regiões de periferia, que onde, ao chegar o vírus, o estrago é muito maior”.

Gastão Wagner, secretário em duas oportunidades, de 1989 a 1990 e de 2001 a 2002, destacou o exemplo de Florianópolis quanto às medidas de isolamento, e afirmou que a flexibilização tem caráter político. “É bom dizer que a quarentena, o isolamento social que fizemos foi parcial, foi inadequado, parte da população não acatou. Eu recomendo que vocês procurem o caso de Florianópolis, eles em 13 de março começaram uma quarentena de dar inveja. Essa abertura no estado e em Campinas tem razão política. Se volta o culto, por que não volta cinema? Por que não volta teatro? Qual é a diferença?”, questionou. Gastão propôs que Campinas adote uma vigilância epidemiológica em três etapas para controlar a disseminação do vírus na cidade.

Carmen Lavras, secretária de saúde de 1994 a 1996, destacou que todo tipo de trabalho relacionado à covid-19 deve ser tratado de forma regional, e não individualmente por cada município. “Vírus não sabe onde começa Hortolândia e onde acaba Campinas. Temos de ter uma atitude regional tanto quanto ao processo de flexibilização quanto à organização da assistência”, defendeu.

Odair Albano, que ocupou o cargo entre 1997 e 1999, relembrou a experiência vivida no combate à dengue na cidade, e afirmou que mesmo com os desentendimentos entre os governantes, a sociedade organizada é capaz de combater o coronavírus.

“Enfrentei a epidemia de 1997 de dengue, quem resolveu a questão foi a sociedade organizada de Campinas. O ‘Xô Dengue’ funcionou porque todo mundo ajudou. A Unicamp, os órgãos de comunicação, a gente percebia a cidade querendo resolver um problema que naquela época era totalmente desconhecido”.

O encontro foi realizado pela Comissão de Planejamento Estratégico de Emergência da Câmara e contou com as participações dos vereadores Pedro Tourinho (PT) e Jorge da Farmácia (PSDB).

 

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