A reinvenção de João Donato

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Nascido em 1934 em Rio Branco no Acre João Donato de Oliveira Neto é hoje um nome muito requisitado em estúdio além de apresentações ao vivo. Muito diferente do João Donato de 50 anos atrás que  teve um inicio de carreira produtivo mas que aos  poucos foi sendo colocado de lado em função do exagero nas improvisações.

Ele foi um dos que  fizeram parte da geração pré-bossa nova. O seu moderno estilo de tocar chamou a atenção de nomes como Tom Jobim e João Gilberto que inclusive tinha afirmado que sua técnica ao violão tinha sido fortemente influenciada pela criatividade do multi-instrumentista João Donato.

Nascido em 1934 em Rio Branco no Acre João Donato de Oliveira Neto é hoje um nome muito requisitado em estúdio além de apresentações ao vivo. Muito diferente do João Donato de 50 anos atrás que  teve um inicio de carreira produtivo mas que aos  poucos foi sendo colocado de lado em função do exagero nas improvisações.

João Donato descobriu o seu espaço no inicio da década de 60 nos Estados Unidos  e levou o seu estilo de tocar inventivo  e acima de tudo original aos conjuntos de jazz latino e mambo.

Ele também formou o  João Donato Trio junto com Milton Banana na bateria e Tião Neto no contrabaixo essa parceria marcou toda uma geração de músicos  e foi fundamental para o inicio do sucesso de Sergio Mendes.

Acordeom, piano, trombone o que cair em suas mãos . João Donato respira musica e os seus temas instrumentais que sempre foram a sua grande referencia a partir de 1971 começaram a ganhar letras .

No inicio dos anos 90 depois de uma lacuna de 20 anos todo o swing de João Donato passou a ser resgatado pelos mais novos e ele nunca fez nenhum tipo de concessão a princípios musicais podendo tocar com a Orquestra Sinfônica da Rússia a Fernanda Takai do Pato Fú e Marcelo D2 até Paula Lima. E só em 2005 João Donato gravou  o seu primeiro DVD chamado Dó Natural e em 2010 recebeu o Grammy Latino pelo projeto Sambolero .

No final das contas quem poderia se esconder atrás do  estigma de artista mal compreendido  nunca quis vestir essa carapuça e tão pouco perseguiu o sucesso . Segundo o escritor Rui Castro se depois de tanto tempo hoje ele cultuado no Brasil e lá fora talvez quem tenha sim se modernizado ao longo desses anos seja  o publico.

 

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