HC da Unicamp vai testar vacina em 500 pessoas

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Foto: Leandro Las Casas

O Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas, vai testar a vacina chinesa CoronaVac em 500 profissionais de saúde, com preferência por trabalhadores expostos a um risco maior de contágio.

Os voluntários da região inscritos serão escolhidos em até dois meses. Depois, por um ano, receberão duas doses do medicamento e serão visitados oito vezes para o monitoramento adequado.

O professor e infectologista responsável pela pesquisa no HC, Francisco Aoki, explica que não há previsão para o início dos testes, que dependem da chegada do medicamento e de geladeiras especiais.

“Ao longo de 12 meses deveremos ter oito visitas a esses sujeitos de estudo pra averiguar a imunogenicidade, para coleta de exames e averiguar se tem efeitos colaterais. Pra ver se podemos observar a efetividade dessa vacina”, detalha.

Metade dos pacientes, 250, portanto, vão tomar placebos. Ou seja, receberão doses sem o vírus inativo. O objetivo é permitir uma avaliação técnica mais precisa sobre os efeitos reais da vacina.

O professor afirma que os participantes e os profissionais responsáveis pela aplicação não serão informados sobre quais doses possuem o medicamento testado. É o chamado estudo duplo-cego.

“Não é pra enganar, obviamente. Mas é pra avaliar do ponto de vista técnico, imunológico e da eficácia. E também do ponto de vista de uma análise estatística entre esses indivíduos que receberão a vacina efetivamente”, diz.

Os voluntários que receberem o placebo, de acordo com Aoki, receberão a vacina em até seis meses, caso a pesquisa aponte resultados positivos sobre o funcionamento da substância chinesa.

Sem data para começar a testagem, a Unicamp diz já ter os espaços adequados para os refrigeradores e o trabalho das equipes. A expectativa é que a adequação interna seja simples e rápida.

As inscrições estão abertas a médicos, enfermeiros e outros trabalhadores da saúde em um formulário disponível no site www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus/vacina.

O estudo envolvendo a empresa chinesa Sinovac Biotech é gerenciado pelo Instituto Butantan, que selecionou 12 centros para os testes. Ao todo, 9 mil voluntários devem ser selecionados.

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