Quarentena faz seis meses com espera por vacina

Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin

A quarentena imposta no estado de São Paulo por causa da pandemia do novo coronavírus completa seis meses nesta quarta-feira, 23. O longo período de restrições segue apresentando muitas dificuldades para todos os setores, sendo as áreas da saúde e da economia as mais afetadas. O medo e a insegurança causada naquele dia 23 de março hoje dá lugar à esperança de que o problema está chegando ao fim, com a possibilidade de ter uma vacina ainda neste ano.

A ciência e a pesquisa seguem seu curso e, mesmo com algumas dificuldades pelo caminho, apresentam um horizonte melhor para 2021. A primeira ação que indicou que alguma coisa não ia bem no Brasil aconteceu justamente em Campinas, quando a Unicamp anunciou, no dia 12 de março, a suspensão das aulas presenciais. A decisão, anunciada pelo Reitor Marcelo Knobel, foi tomada 11 dias antes do governador João Doria decretar a quarentena no estado de São Paulo. Hoje, ficou a certeza de que o planejamento foi acertado e de que vidas de funcionários e alunos foram poupadas.

Recentemente a o próprio reitor anunciou um cronograma da retomada gradual das atividades presenciais da universidade, já que há indicadores concretos de que a pandemia está recuando no país. “Há indícios muito claros de que a pandemia muito claramente e muito lentamente começa a diminuir. E naturalmente há uma preocupação com as atividades que estão sendo interrompidas com a necessidade da falta de presença no campus e que são necessárias, em algum momento, serem retomadas”, afirma.

Desde que a pandemia atingiu indicadores alarmantes no país, iniciou-se uma corrida por uma vacina, que envolveu diretamente governos, instituições de pesquisas e empresas privadas. O Brasil buscou parcerias com aquelas que estavam em estágio mais avançando de desenvolvimento, permitindo que as pessoas almejassem uma solução definitiva no curto e médio prazo. O Governo Federal foi atrás de uma das pesquisas mais promissoras, desenvolvida pela Universidade de Oxford. Mesmo com um revés, que interrompeu a pesquisa por um tempo, o estudo avança e a perspectiva por um bom resultado permanece.

Já o governo paulista estabeleceu uma parceria com o laboratório chinês Sinovac, e através do Instituto Butantan, participa da última fase de testes do imunizante. A expectativa é tão grande, que fez o governador João Doria afirmar 45 milhões de doses da vacina estariam disponíveis em dezembro. “Se tudo continuar correndo bem, se a terceira fase de testagem estiver bem concluída no final do mês de outubro, início de novembro, em dezembro deste ano, teremos a vacina disponível para a imunização dos brasileiros. Serão 45 milhões de doses da vacina disponíveis em dezembro, com a ressalva de que os testes sejam positivos e que haja a autorização da Anvisa”, afirma.

Nesses seis meses de quarentena, a economia de todo o mundo sofreu muito. Alguns setores praticamente tiveram que praticamente parar, resultando em desemprego. Enquanto esteve nas fases vermelha e laranja do Plano São Paulo, a economia de Campinas foi contabilizando prejuízos. Porém, as coisas começaram a melhorar a partir de 08 de agosto, quando o município passou para fase amarela. Isso possibilitou a retomada de várias atividades, fazendo a economia girar, mesmo que timidamente.

-á no dia 31 daquele mês, por exemplo, o mercado imobiliário já anunciava uma recuperação lenta, como afirmou a diretora regional do Secovi, Kelma Camargo. “O mercado tem crescido gradativamente e moderadamente, lógico. Não poderia haver um boom de consumo ou um boom de procura, porque isso não seria uma realidade”, disse. O setor de bares e restaurantes presenciou muitas falências durante os meses de restrições. No início de setembro, o discurso, antes desesperador, foi substituído por outro bem mais positivo, como afirmou o presidente da Abrasel da RMC, Matheus Mason. “Estamos felizes com esse movimento, a gente estava aí, depois de mais de 141 dias de dificuldade e portas fechadas. (O momento é) Superpositivo, vendo a luz no fim do túnel”, explicou.

Ainda vivenciando uma pandemia e com um número elevado de infectados e mortos pela covid-19, os indicadores da doença vão diminuindo, aliviando a população com um todo. Na última semana desses seis meses de quarentena, o secretário de saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, disse que este é o melhor momento do estado na luta contra o coronavírus. “Tivemos queda do número de internações em relação à semana epidemiológica anterior. E estamos com uma melhora histórica no Plano SP, na taxa de ocupação de leitos em unidades de terapia intensiva”, garantiu. Mesmo com a queda nos indicadores, com a melhora gradual da economia, a retomada gradual das atividades presenciais e a possibilidade real de uma vacina no curto prazo, é importante ressaltar que ainda vivenciamos a pandemia. A Europa, por exemplo, vive um momento de tensão muito grande, com uma onda de novos casos. Por isso, é importante que as pessoas mantenham os cuidados, evitando aglomerações, fazendo uso de máscaras e lavando sempre as mãos com água e sabão.

Compartilhe!
Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin

Mais recentes

Colunas

Fale com a gente!

WhatsApp CBN

Participe enviando sua mensagem para a CBN Campinas

Siga-nos

Veja também

Desemprego cresce 31,85% em Campinas

Um levantamento da ACIC, com base nos dados do CAGED, apontou que em 2020 o desemprego em Campinas cresceu 31,85% , na comparação com 2019. O ano de 2020 fechou com 108.662 trabalhadores sem emprego. Em 2019, eram 82.413. No entanto, o Secretário Municipal de Trabalho e Renda, Gustavo Di Tella Ferreira, acredita que com o avanço da vacina, haverá aos poucos a retomada no emprego.