A água adicional liberada pelo Sistema Cantareira começa a chegar à região banhada pelos rios Jaguari e Atibaia nos próximos dias. As comportas liberaram 13 metros cúbicos por segundo, a maior vazão da história. A medida foi tomada após o alerta para a chance de desabastecimento.
O volume estabelecido é de 12 metros cúbicos por segundo, mas o aumento é visto pelo diretor executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahoz, como garantia aos 22 municípios que dependem do Cantareira. Entre eles, cita Campinas e também lembra dos pedidos de Limeira e de Jaguariúna.
“Esses 13 metros cúbicos por segundo estão garantindo essas vazões em locais como o ponto de controle da captação de Valinhos e estão atendendo as solicitações de municípios como Limeira e Jaguariúna. Servem para garantir as captações de cada ponto de controle dessas cidades”, explica.
Lahoz, por outro lado, lembra da dificuldade vivida atualmente pelas demais 44 cidades da região que possuem captações em córregos, ribeirões, poços profundos e reservatórios municipais. Neste caso, alega que foram disparadas recomendações práticas para a sobrevivência hídrica.
Questionado sobre as precipitações previstas para os meses próximos meses, mais chuvosos, o diretor executivo do Consórcio PCJ afirma que o índice deve ser 50% menor em relação à média histórica e não bate o martelo sobre a repetição da seca vivenciada no estado entre 2014 e 2016.
“Então, por exemplo, na parcela que capta no rio Atibaia está garantido o abastecimento. Já aqueles que dependem de outras fontes possuem a situação crítica. Por isso é que nós já lançamos na semana passada um alerta sobre a estiagem de 2020 em função das altas temperaturas”, diz.
As medidas práticas recomendadas às localidades que não dependem do Cantareira incluem três níveis de risco de desabastecimento – baixo, médio e alto – e consideram também a elevação de 20% do consumo registrada nas últimas semanas, quando os termômetros passaram dos 40ºC.
A liberação adicional para mais de 4 milhões de habitantes aconteceu no dia 08 de outubro. A estimativa é de que o volume comece a chegar à região 15 dias depois. Em Campinas, que faz 95% do abastecimento através do Atibaia, a Sanasa descarta oficialmente o risco de problemas.