Após a entrega ter sido prorrogada do início de 2020 para o fim do primeiro semestre e depois mais uma vez adiada para dezembro deste ano, a obra do BRT novamente não deverá ser entregue no prazo previsto. O ano já está terminando e, ao percorrer as obras, é possível perceber que tem muita coisa ainda para ser feita. A Emdec não informou qual é a porcentagem já pronta das obras, mas dá para perceber que nas estações de transferência falta acabamento. Na região do Campos Elísios, por exemplo, está sendo construído um terminal que vai interligar os corredores Ouro Verde e Perimetral.
Nessa estrutura, faltam, entre outros itens, cobertura, piso, vidro e instalação de bilheterias. Já, na Avenida das Amoreiras, entre a Avenida João Jorge e o Vila Rica, cem por cento da sinalização e pavimentação estão concluídos. Na região da Rodoviária de Campinas, a Rua Dr. Mascarenhas, entre as Avenidas Andrade Neves e o viaduto da Lix da Cunha, continua interditada. Com isso, quem fica com o maior prejuízo é o comerciante.
Alziro Viegas tem uma auto elétrica no trecho e conta estar há três meses quase sem faturamento. Miguel de Oliveira, que é proprietário de um centro automotivo na rua Dr. Mascarenhas, conta estar consumindo suas reservas financeiras para não ter que fechar para sempre o estabelecimento. Além do atraso na entrega das obras, ainda não há definição sobre quando os ônibus do sistema BRT vão começar a circular, porque a licitação do Transporte Público foi suspensa pela Justiça e não há previsão para reabertura do processo.
A Emdec informou que ainda está sendo aguardada a decisão da Justiça para a retomada do processo licitatório para a nova concessão do serviço e que tudo que dependia da administração municipal foi efetivamente cumprido. Informou também que deverá ser anunciada, até antes do feriado de Natal, a liberação de mais três trechos para circulação nos corredores BRT Campo Grande, Ouro Verde e Perimetral, quando haverá o anúncio do status de implantação das obras do BRT. Destacou que o BRT é a maior obra de Mobilidade Urbana da história de Campinas e a maior obra pública em execução, no País e que, mesmo em um ano atípico, em nenhum momento a obra foi interrompida.