Apesar da evolução da pandemia ter desacelerado na Região Metropolitana de Campinas na última semana, de 6 a 12 de dezembro, as autoridades e especialistas da saúde mantém a preocupação com as taxas de contaminação e de novos casos.
A nota técnica do Observatório PUC-Campinas coincide com a informação do Departamento Regional de Saúde de Campinas, que apontou taxas de infecções e mortes com variações negativas de 2,57% e 2,66% na última semana.
No entanto, de acordo com André Giglio Bueno, infectologista da PUC-Campinas, a ocupação de leitos de UTI segue elevada nas cidades que compõem o DRS-Campinas.
Ele explica que apesar dos números estabilizados, houve um grande crescimento na procura por leitos em novembro. Giglio explica que embora o volume de atendimentos tenha permanecido estável em Campinas nesta semana, cerca de 4.200 pacientes foram consultados com problemas respiratórios em novembro. Em outubro, esse número girava em torno de 2 mil.
A situação, segundo ele, pode se agravar, com a proximidade das festividades de fim de ano. A orientação do infectologista, André Giglio Bueno, é para que se reúnam apenas pessoas que já vivem juntas.
O especialista orienta ainda que pessoas com sintomas da covid-19 ou que tiveram contato com casos suspeitos ou confirmados não devem comparecer nos encontros de fim de ano.