Hospitais que atendem o SUS tentam atrair verbas

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Foto: Reprodução/ Google Street View

Com a intenção de atrair verbas de emendas parlamentares, as instituições hospitalares do estado que integram a rede do Sistema Único de Saúde, o SUS, se uniram para apresentar os detalhes e dados sobre as demandas e atendimentos aos deputados e senadores que representam São Paulo.

Juntos, os 94 deputados estaduais, 70 federais e os três senadores dispõem de um montante de R$ 3,3 bilhões a serem distribuídos à saúde por meio dos instrumentos de alocação de recursos. Entre as unidades representadas no grupo Saúde São Paulo está o Hospital Maternidade de Campinas.

Por ser uma entidade filantrópica, o presidente, doutor Carlos Eduardo Ferraz, explica que a gestão mensal envolve entre 60% e 64% dos atendimentos através do SUS. E por esse motivo o dinheiro via emendas é necessário para a melhoria do serviço e a atualização do parque tecnológico.

“Pra se manter financeiramente e continuar atendendo, nós dependemos das assistências da saúde suplementar e dos pacientes privados. Mas não só do serviço materno-infantil. Também temos cirurgias gerais, ortopedia, otorrinolaringologia, urologia e também as cirurgias plásticas”, afirma.

Os hospitais filantrópicos e públicos de São Paulo querem maior proximidade com os parlamentares eleitos pelo estado para a criação de um espaço de discussão sobre a política pública em saúde e para apresentar as necessidades, desafios e dificuldades dessas instituições no atendimento ao SUS.

Conforme levantamento do grupo, cerca de R$ 15 milhões são disponibilizados para cada deputado paulista no Congresso Nacional. Já na Assembleia Legislativa, 50% das emendas impositivas são destinadas para a Saúde, cabendo a cada um dos 94 deputados estaduais cerca de R$ 2,5 milhões.

No caso da Maternidade, ainda segundo o doutor Carlos Eduardo Ferraz, a necessidade é de uma receita mensal de R$ 10 milhões. Só que o máximo atingido pela instituição foi de R$ 8,5 milhões, já que a pandemia elevou os custos e fez o valor cair para até R$ 7 milhões em alguns momentos.

“Trabalhamos, fizemos algumas revisões de contrato com fornecedores, médicos e colaboradores. Tudo isso pra gente poder viabilizar e manter toda a qualidade necessária de assistência e o hospital funcionando sem problemas. E seguimos trabalhando pra fazer voltar essa receita”, explica ele.

O cálculo do departamento financeiro do hospital aponta R$ 1,7 milhão de déficit no convênio junto à Secretaria Municipal de Saúde. A reclamação se baseia no fato de que o vencimento aconteceu em 2020, mas foi renovado por seis meses com o montante relativo a 2015 considerado insuficiente.

Em nota, a pasta argumentou que “está em processo de negociação para aditamento do convênio com a Maternidade de Campinas e aguarda o plano de trabalho da unidade”. Ainda conforme o comunicado, “os convênios municipais são pagos de acordo com os valores da tabela SUS”.

O hospital, porém, cita ainda o corte de R$ 100 mil anuais do pró-Santas Casas por parte do estado. O valor era destinado para quatro leitos de UTI neonatal, que seguem disponíveis. Neste caso, a Pasta Estadual de Saúde foi questionada, mas não enviou resposta até o fechamento da reportagem.

Além da Maternidade, o Hospital da PUC, a Real Sociedade Portuguesa de Beneficência e a Irmandade Misericórdia de Campinas também integram o grupo Saúde São Paulo.

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