Pandemia derruba os números de mamografia

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Foto: créd. Grupo Rosa e Amor

Um levantamento feito pelo Grupo Rosa e Amor, entidade que presta apoio a mulheres com câncer de mama, em Valinhos, aponta que menos de um terço dos exames de mamografia foram realizados em 2020. O levantamento feito junto à Secretaria da Saúde municipal mostra que foram feitos em média 7,5 exames por dia. A média ideal ao longo de 2020 deveria atingir 653 exames, ou 32,6 por dia.

O município de Valinhos tem uma população feminina estimada em 64.441 mulheres. Deste total, 22.401 são mulheres entre 40 e 69 anos, faixa de rastreio recomendada pelo SUS para os exames anuais de mamografia.

A redução nos exames, segundo a idealizadora e presidente do conselho do grupo Rosa e Amor, Márcia Franseze é consequencia das limitações impostas pela pandemia da Covid-19.

Assim como os demais tipos de câncer, o diagnóstico precoce do câncer de mama é fundamental. Em 95% dos casos diagnosticados precocemente a cura é alcançada. O diagnostico é feito através do exame da mamografia.

Paralelo a pandemia, um outro problema enfrentado em Valinhos é a falta de mamógrafo. O único disponibilizado pela Secretaria Municipal de Saúde é fruto de uma doação conquistada pelo Grupo Rosa e Amor, em 2006. O equipamento é considerado antigo pois atualmente os exames são feitos com aparelhos digitais. Segundo a presidente do conselho do grupo Rosa e Amor, essa questão já está sendo discutida com a prefeitura, porém, ela ainda não sabe qual é o tipo de solução que está sendo buscada pelo poder público municipal.

A redução nos exames de mamografia registrada em Valinhos reflete o que ocorre no país neste período, pois, o Ministério da Saúde credita à pandemia a queda acentuada nos números. Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, entre janeiro e julho do ano passado, diante da pandemia de Covid-19, o número de mamografias pelo Sistema Único de Saúde (SUS) caiu quase pela metade, quando comparado com o mesmo período em 2019.

 

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