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Abrasel aprova restrições, mas cobra incentivos do governo

Um dos setores que mais sofrem com a pandemia, bares e restaurantes enfrentarão momentos ainda mais turbulentos com a decisão de apertar ainda mais as restrições de combate à pandemia,

Abrasel aprova restrições, mas cobra incentivos do governo
Foto: Flávio Botelho/ Arquivo CBN

Um dos setores que mais sofrem com a pandemia, bares e restaurantes enfrentarão momentos ainda mais turbulentos com a decisão de apertar ainda mais as restrições de combate à pandemia, tomada pelo estado nesta quinta-feira,11. A partir de segunda-feira, 15, será implantado no estado um toque de recolher, que vai vigorar entre 20 horas e 05 horas. Além disso, todos os serviços, inclusive os essenciais, terão regras de funcionamento ainda mais rígidas. Os bares e restaurantes, que já estavam fechados, terão ainda mais dificuldade em comercializar refeições. Isso porque o sistema de take away, serviço de retirada pelo próprio cliente, está proibido, mantendo apenas o delivery.

Já o sistema drive thru será permitido durante o dia, mas fica proibido durante o horário que vigorar o toque de recolher. As medidas são necessárias para conter o avanço da covid-19 no estado e evitar um colapso na rede de saúde pública. A Abrasel, entidade que representa bares e restaurantes em todo o Brasil, sempre buscou um entendimento com o governo no sentido de permitir o funcionamento da atividade, seguindo os protocolos de segurança. Desta vez, mesmo diante da gravidade do quadro econômico, a categoria entende a ampliação das restrições, segundo seu presidente na RMC, Matheus Mason. “O momento é visto pelo setor com muita preocupação, tanto pelo ponto de vista médico, com a saturação do sistema e da infraestrutura médica, com mais de 09 mil internações em leitos de UTI covid. É extremamente alarmante e a gente entende a necessidade destas novas restrições”, afirma.

Com esse entendimento, a associação acredita que o governo também precisa agir para evitar a falência dos estabelecimentos que ainda estão em atividade. Matheus Mason disse que o estado precisa urgentemente conceder isenções fiscais e outros benefícios, para que a atividade econômica possa sobreviver neste período agudo da crise sanitária. “Temos trabalhado fortemente para conseguir auxílios. Na segunda-feira, estivemos eu e o presidente da Abrasel junto com o governador João Doria, para retrair, retirar o aumento do ICMS. Só isso representa R$ 400 milhões, dinheiro que fica na mão dos empresários, para conseguirem pagar suas contas ao invés de pagar impostos. Mas isso também não é suficiente. Porque se a empresa não existe mais, não tem como economizar o imposto que ela tem que pagar”, revelou.

As novas medidas adotadas pelo governo do estado passam a vigorar nesta segunda-feira, 15 de março.

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