Consumo de cigarros no Brasil cresce 16%

Foto: Arquivo

O consumo de fumo no Brasil, como os cigarros, por exemplo, registrou um aumento de 16% em 2021, quando comparado com o ano passado. Com isso, a previsão é de que o consumo no setor ultrapasse os R$ 21 bilhões em 2021, o que representa 0,45% do orçamento familiar. O que chama a atenção é que na comparação entre 2020 e 2019, indicador sofreu uma queda de 5,4%. Os dados são do IPC Maps, um banco de dados que mede o índice potencial de consumo de todo o Brasil.

O cálculo relacionado ao fumo leva em conta as despesas com cigarros, charutos, cachimbo e outros artigos para fumantes, como fósforos e isqueiros. Na região de Campinas o aumento no indicador seguiu os parâmetros nacionais, com elevação um pouco maior, de 16,6%. Os gastos com esses produtos passaram de R$ 454 milhões para R$ 529 milhões no período em análise. O consumo de fumo ficou mais evidente entre as pessoas que figuram nas classes C, D e E, com mais de 20% de aumento.

De acordo com o responsável pelo IPC Maps, Marcos Pazzini, os indicadores são surpreendentes, porque se esperava justamente um efeito contrário em relação aos gastos com fumo. Ele afirma que durante a pandemia e a consequente crise econômica, se imaginava que as pessoas cortassem as despesas não essenciais. “Isso que chamou muita a atenção nossa, nessas variações de potencial de consumo. Porque imaginávamos que neste período, as despesas que não são essenciais, tivessem uma queda nos valores de potencial de consumo. E, sem muita explicação, pelo menos para quem estuda o mercado, esses valores subiram além dos valores do potencial de consumo total entre 2020 e 2021”, explica.

O cigarro é a principal causa de morte evitável no mundo e reduz, em média, 20 anos de expectativa de vida do fumante, esse cenário pode causar impactos na saúde no pós-pandemia. O tabagismo aparece como fator de risco para o desenvolvimento de diferentes tipos de câncer, além de prejudicar a saúde cardiovascular.

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