Especialista diz que é preciso “trabalhar” o autor do ato para reduzir o feminicídio

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Foto: Banco de imagem

Os casos de violência contra a mulher têm sido comuns de acontecer na região de Campinas. O fato de serem registrados com frequência não significa que são ações normais na sociedade. Nesta semana, por exemplo, um guarda municipal foi preso após atirar contra a namorada, em março deste ano. Em Indaiatuba, um casal foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros com queimaduras de segundo grau e não é descartada a tentativa de feminicídio.

Para Paula Nista, Coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres da Prefeitura de Campinas, a população vive um momento muito delicado de violência: “A violência não tem idade, questão social, olhar profissional. A gente tenta trabalhar a sensibilização do homem e da mulher em todos os sentidos, enquanto política pública. Infelizmente isso tem acontecido de uma maneira muito intensa, não só em Campinas, mas na região toda. A gente vê casos… um momento muito ímpar que estamos vivendo. Apesar que sempre aconteceu, mas hoje a gente tem sentido de uma maneira mais aflorada”, disse.

Campinas, com apoio das Organizações da Sociedade Civil (OCS), procura mobilizar e conscientizar os homens, além de atendê-los em um centro específico. A especialista afirma que “trabalhar” o autor da violência contra a mulher é de extrema importância para reduzir o número de casos de feminicídio: “Levar o serviço, levar para conhecimento da região sul, noroeste, norte, e com os parceiros, as OCS também, que são grandes parceiros nossos dentro da secretaria de assistência, que possam estar mobilizando esses homens para que façamos essa mobilização. O machismo é cultural, infelizmente, é um grande dificultador que a gente encontra diariamente no combate a violência. Não tem como não trazer essa sensibilização do homem, também trabalhar o autor de violência”, explicou.

Um dado negativo de Campinas é que o Centro de Referência e Apoio à Mulher (CEAMO) recebeu 360 boletins de ocorrência com medidas protetivas enviados pelas delegacias especializadas da cidade, entre janeiro e 15 de setembro deste ano. Esse número representa, em média, 40 casos de violência doméstica cometidos contra mulheres por mês e mais de um por dia.

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