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Especialista defende a importância da vacinação em crianças e adolescentes

Desde a aprovação da Anvisa em relação a imunização de jovens entre 5 e 11 anos com a vacina pediátrica da Pfizer, algumas dúvidas estão sendo compartilhadas pela população. Segundo

Especialista defende a importância da vacinação em crianças e adolescentes
Foto: Ivair Oliveira

Desde a aprovação da Anvisa em relação a imunização de jovens entre 5 e 11 anos com a vacina pediátrica da Pfizer, algumas dúvidas estão sendo compartilhadas pela população.  

Segundo Luiz Carlos Dias, Professor Titular do Instituto de Química da Unicamp, membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico e membro da Força-Tarefa da Unicamp no combate à Covid-19, essa aproximação da liberação de vacinação infantil e o fato do Ministério da Saúde ter aberto a consulta pública deve fazer com que o país enfrente a maior campanha de desinformação de sua história. Infelizmente deixa em dúvida e traz o medo desnecessário para pais, para os avós. Os integrantes da Câmara Técnica de Assessoramento e Imunização da Covid já recomendaram a vacina por unanimidade. Nós já temos análises técnicas, cientificas. Nós temos também a experiência de vários países vacinando suas crianças com segurança” 

No último dia 15, o Instituto Butantan solicitou também a aprovação do uso da Coronavac em pessoas de 13 a 17 anos. Para o especialista, caso aprovada, essa pode ser uma opção segura e viável. Eu penso que a Coronavac é uma ótima opção. Eu tenho muita confiança que essa vacina possa ser aprovada. Ela já foi submetida anteriormente e a Anvisa recusou por falta de documentação. O Butantan atrásra está complementando toda a documentação. Eu espero realmente que a gente tenha Coronavac aprovada até o dia 15 de janeiro, que o prazo que a Anvisa tem.” 

O número total de óbitos na faixa etária de 0 a 19 anos é de 2.625. De acordo com Luiz, a vacinação é a única maneira de evitar mais mortes.A vacinação das crianças neste momento é extremamente importante para que a gente possa salvar vidas. Nós precisamos vacinar algo entorno de 90% da população brasileira para que a gente possa frear o espalhamento das variantes Delta e Ômicron” 

Além dos óbitos, crianças e adolescentes também sofrem com sintomas persistentes e sequelas irreversíveis da infecção. Os efeitos vão desde insônia até síndromes inflamatórias multissistêmicas. 

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