Os servidores municipais de Piracicaba iniciaram uma greve, nesta sexta-feira devido à falta de acordo quanto ao percentual de reajuste salarial da categoria. Os trabalhadores pedem reajuste de 21%, que são referentes às perdas da inflação entre 2020 e 2021.
A última proposta enviada pela prefeitura e não aceita pela categoria, segundo o Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba, foi 14,04% em duas parcelas, sendo 10,56% com pagamento em março e 3,17% a ser pago em julho.
O Restante seria parcelado entre 2023 e 2024 com reposição inflacionária mais 3,17% a partir de julho de 2023 e reposição inflacionária e mais 3,16% a partir de março de 2024.
Já a última proposta aprovada pelos servidores para ser encaminhada para a administração municipal foi de um aumento de 15% imediatamente e mais 6% em maio.
O primeiro ato dos grevistas aconteceu no início da manhã desta sexta-feira em frente à prefeitura. Os servidores se reuniram na sede do administrativo, com cartazes, apitos e batendo panelas.
A Justiça deu à prefeitura uma liminar em que a administração pede “limites” para os manifestantes e grevistas, sob pena de multa de R$ 50 mil.
Estão proibidos o fechamento de ruas próximas de prédios públicos, e o acesso aos imóveis por funcionários e visitantes. Também foi impedida a montagem de estrutura nas ruas da cidade, como palanques a acampamentos.
O sindicato informou que os serviços essenciais como tratamento de água e esgoto, atendimentos médicos de urgência e emergência, farmácias de distribuição de medicamentos não são afetados. A prefeitura de Piracicaba foi procura pela reportagem, mas ainda não se manifestou.