Um em cada cinco pacientes com sarampo precisa ser internado.
De acordo com a infectologista Raquel Stuchi, a infecção é ainda mais perigosa para crianças menores de cinco anos, adultos acima de 20 ou imunossuprimidos e gestantes.
“Qual é a gravidade? Aumenta o risco de pneumonia pelo vírus do sarampo, uma encefalite que leva a uma necessidade de internação. Então, um em cada cinco precisando de internação, isso é bastante, e nós temos a mortalidade de um a três a cada mil pessoas por complicações do sarampo”
No Brasil, o sarampo chegou a ser erradicado, mas o país viveu um surto da doença em 2019.
Naquele ano, Campinas confirmou 182 casos da doença depois de sete anos sem nenhuma notificação.
Segundo a Dra. Raquel Stuchi, o sarampo voltou a ser uma preocupação porque as pessoas deixaram de se vacinar.
“A reintrodução do sarampo se deu até por pessoas vindas do exterior, mas a culpa não é dessas pessoas porque se as pessoas viessem com sarampo e nós tivéssemos uma ampla cobertura vacinal a gente não ia ter doença aqui”
Em 2020, Campinas registrou 36 casos de sarampo. No ano passado, apenas um paciente foi diagnosticado com a doença. Neste ano, nenhum caso foi notificado na cidade até o momento.
De acordo com a Prefeitura, a vacina contra o sarampo segue disponível nas unidades de saúde.
O imunizante é aplicado em quem não tomou duas doses após um ano de idade e em quem não sabe se foi vacinado.
A vacina contra o sarampo não pode ser aplicada em crianças menores de seis meses, gestantes e imunossuprimidos.