Em Campinas, razão de mortalidade materna sobe para 62,3

Foto: Arquivo/CBN Campinas

A taxa de mortalidade materna voltou a crescer em Campinas.

De janeiro a dezembro de 2021, a Secretaria Municipal de Saúde registrou oito óbitos, seis a mais do que o registrado no ano anterior.

Com o aumento, a razão de morte materna (número de óbitos de gestantes para cada 100 mil nascidos vivos) chegou a 62,3.

Do total de oito mortes, apenas uma grávida faleceu em decorrência de um fator diretamente ligado à gestação; cinco morreram pela Covid-19, uma por síndrome respiratória não especificada (SRAG-NE) e uma por tromboembolismo pulmonar (TEP).

De acordo com o coordenador do Comitê de Vigilância de Óbito Materno, Infantil e Fetal, Dr. André Pampanini, as gestantes em situação de vulnerabilidade social e econômica são as que mais morrem.

“Sim, morrem mais porque têm menos educação em saúde, elas têm menor acesso ao pré-natal por fatores externos ou dela e da comunidade ou mesmo do acesso ao pré-natal. Por isso é importante que o pré-natal seja sempre feito.”

O médico obstetra Marcelo Nomura afirma que a mortalidade materna voltou a crescer em todo país.

Segundo ele, no ano passado, o Brasil teve média de 107 mortes de gestantes a cada 100 mil nascidos vivos, taxa semelhante à de três décadas atrás.

“A razão de mortalidade materna é uma medida direta do grau de atenção à saúde da mulher no ciclo gravídico-puerperal. Então, em 1990, nós tínhamos por volta de 100 mortes maternas a cada cem mil bebês nascidos vivos. E agora, no ano passado, estimativas projetadas de 107 mortes por cem mil nascidos vivos, semelhante à taxa que nós tínhamos no começo da década de 1990.”

Dados do Ministério da Saúde apontam que 1.575 gestantes morreram em 2019. Em 2020, primeiro ano da pandemia, foram 1.964 óbitos, uma alta de quase 25%. Em 2021, o número saltou para 2.787 mortes maternas.

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