Polícia Civil realiza operação contra esquema de falsificação de bebidas

Divulgação / Polícia Civil

A Polícia Civil de Campinas realizou nesta quarta-feira (25) a Operação Aletheia, visando desmantelar um esquema de falsificação de bebidas alcoólicas na região. As equipes da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC), da 1ª DIG de Campinas cumpriram quatro mandados de busca e apreensão simultaneamente em quatro locais em que eram produzidos rótulos, tampas, caixas e selos de marcas de bebidas famosas, itens utilizados no esquema.

Divulgação / Polícia Civil

Os mandados foram cumpridos nas regiões do Jardim Bela Vista, CDHU Amarais e Vila Padre Anchieta, em Campinas, e do Jardim São Lucas, em Sumaré. Segundo a Polícia Civil, uma grande quantidade de materiais foi apreendida, incluindo itens como equipamentos de impressão, conforme detalha o delegado da DIG, José Cláudio Ferreira. “O trabalho foi bastante profícuo, tivemos êxito nessa diligência, apreendemos uma quantidade enorme de tampinhas, rótulos, selos, impressões das marcas de bebida, isso enfraquece bastante esse pessoal, e o trabalho agora vai ser identificar os demais comparsas”. Dois caminhões foram utilizados para retirar os equipamentos e o material produzido.

No Jardim Bela vista era realizada a pintura de tampas na cor da bebida falsificada. No CDHU Amarais foram encontradas diversas tampas sendo secadas em um estufa apropriada. No endereço do Padre Anchieta foram encontrados maquinários para a gravação da marca da bebida, além de variados moldes de impressão de marcas populares no mercado. Já em Sumaré foi localizado o estoque dos produtos já engarrafados, sendo realizada ali a aplicação das tampas e adesivos com as marcas nas garrafas. “Eles costumam dividir as tarefas, um pinta as tampinhas, outros fazem a impressão, e os rótulos, essa divisão de tarefas é muito normal nesse meio, até para facilitar o trabalho deles e atrapalhar o nosso, eles falam que são funcionários, defendendo o ganha-pão, mas ainda de certa forma eles praticam o crime”, explicou o delegado.

Os responsáveis pelos quatro imóveis foram detidos e levados para a 1ª DIG de Campinas. Eles poderão responder adulteração de produto ou substância alimentícia destinada ao consumo. A pena para o crime pode variar de quatro a oito anos de prisão, e multa.

*Atualizado às 15h40

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