Empresário que denunciou suposto esquema no MEC afirma ter sofrido ameaça

Foto: Reprodução/Video Pref. Nova Odessa

O empresário José Edvaldo Brito, que denunciou à Controladoria Geral da União a origem do suposto esquema de corrupção no Ministério da Educação (MEC), afirmou em entrevista à CBN Campinas nesta segunda-feira (27) que sofreu ameaça após a repercussão do caso.

Segundo Brito, o autor da ameaça seria morador de Piracicaba, no interior paulista, mesma cidade em que o empresário reside. “Na verdade me chegou um áudio hoje de um cidadão de Piracicaba que mandou pra outras pessoas falando que vai acontecer algo comigo, mas estou tomando providências, vou manter minha verdade, e se tiver que acontecer algo, estou pronto, esperando”.

Brito denunciou o esquema do MEC que envolve o chamado “gabinete itinerante”, no qual pastores teriam controlado verbas e a agenda do MEC, solicitando propinas para agendar encontros de empresários e políticos com o então Ministro da Educação, Milton Ribeiro.

Brito teria conseguido um encontro com o Ministro em julho de 2021 após aceitar fazer “doações” solicitadas pelos pastores. Ele afirmou ter estranhado a situação, e que no encontro, alertou o Ribeiro sobre o ocorrido. O Ministro então teria dito ao empresário para que ele formalizasse uma denúncia sobre os pedidos de doações. “E o Ministro chega pra mim e fala ‘vou te pedir um favor, eu preciso que você deponha na CGU’, a impressão é que estão dizendo, ah, o Brito denunciou, não, o Brito comunicou, eu aceitei depor à CGU a pedido do ministro, quero deixar claro que não sou culpado por derrubar ninguém”, relata Brito.

Realizada na semana passada, a operação “Acesso pago”, da Polícia Federal (PF) teve como base apontamentos do empresário às autoridades, que teria entregue comprovantes de depósitos de doações aos pastores. O denunciante afirmou que os valores solicitados chegariam a R$ 100 mil, e que ele depositou R$ 17 mil em uma conta do genro do pastor Gilmar Santos.

A operação resultou na prisão do ex-ministro Milton Ribeiro, e dos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, e de mais dois suspeitos. Todos foram soltos um dia depois, por decisão do desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª região.

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