Campinas tem aumento de roubos e homicídios; letalidade policial cai no estado

Foto: Divulgação/ Polícia Militar

Campinas teve aumento nos casos de homicídios, estupros de vulneráveis e roubos no mês de maio, em comparação com o mesmo mês do ano passado. Os dados foram divulgados nesta semana pela Secretaria de Segurança Pública do Estado.

Em relação aos homicídios dolosos, quando o crime é intencional, em maio do ano passado foram 12, contra 15 no mesmo mês neste ano, um aumento de 25%. Os casos de estupros de vulneráveis foram 29 em maio deste ano, contra 16 em maio do ano passado, alta de 81%. Já os roubos aumentaram 20%, passando de 444 em maio de 2021 para 536 em maio deste ano.

Letalidade policial e policiais mortos

Mas dados positivos também foram divulgados nesta semana. De acordo com o 16º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Estado de São Paulo teve queda de cerca de 30% nas mortes decorrentes de intervenção policial em 2021 no comparativo com o ano anterior. A publicação aponta que que em 2020 foram 814 casos, e em 2021 o número cai para 570. A taxa é de 1,2 mil casos para cada grupo de 100 mil habitantes, ou seja, mais de duas vezes menor que a média nacional que é de 2,9. Além disso, houve queda de 48,9% no número de policiais mortos no estado, foram 49 em 2020 e 25 em 2021.

Para o especialista em segurança, Ruyrillo Magalhães, o uso de câmeras nos uniformes dos policiais ajuda a explicar a queda dos números.  “Com as câmeras, no caso, acredito eu que é uma vantagem muito grande para o policial, para a população, pois trabalho é transparente, o policial vai atender uma ocorrência e tem que atender dentro da lei, ele normalmente atende dentro da lei, o policial não entra mais em dividida desnecessária, pois vai ter que usar a força, a outra pessoa reage, e eles não partem pra esse tipo de coisa”.

O aumento do uso de armas não-letais pela Polícia Militar é outro motivo apontado para a queda destes números. “Sem dúvida, essas armas são excelentes, pois evita que o policial atire na pessoa, ele atira com essa arma e acaba imobilizando, ou dá uma dor na pessoa, ou ela fica confusa, e o policial pode agir evitando a necessidade de usar uma arma de fogo, ou uma violência indevida, as vezes até devida”, opina o especialista.

São Paulo já conta com cerca de 7,5 mil armas de incapacitação neuromuscular, e com mais de oito mil câmeras em fardas de policiais de 49 batalhões do Estado, e o número deve chegar a 10 mil até o final deste ano.

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