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Cresce 20% o número de pessoas em situação de rua que retornaram à cidade de origem

O número de pessoas em situação de rua que deixaram Campinas para voltar à cidade de origem cresceu 20,3% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período

Cresce 20% o número de pessoas em situação de rua que retornaram à cidade de origem
Foto: Guilherme Pierangeli

O número de pessoas em situação de rua que deixaram Campinas para voltar à cidade de origem cresceu 20,3% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, o Programa Recâmbio de Migrantes assegurou a viagem de 284 moradores em situação de rua entre janeiro e junho, contra 236 no mesmo período em 2021. Com isso houve também um aumento na média mensal de pessoas encaminhadas, passando de 29 por mês em 2021 para 36 mensais neste ano.

A secretária Vandecleya Moro comentou sobre o programa e os números registrados. “É um recâmbio consciente, não é só a pessoa chegar e dizer que quer voltar pra cidade, nós fazemos contato com a família, vemos quem é a família que vai acolher. Nós tivemos sim uma grande migração, muito em decorrência da pandemia, Campinas também acolhe muitas pessoas vindas de outros locais, então este número reflete o acolhimento que a secretaria tem feito”.

Vinicius Dias veio da Bahia para São Paulo atrás de trabalho, mas atrásra deseja retornar ao estado de origem. Ele está abrigado no Samin (Serviço de Atendimento ao Migrante, Itinerante e Mendicante) e aguarda a conclusão do processo de retorno. “Trabalhei um mês, estou louco pra voltar pra casa, falei com minha mãe, meu pai, estavam tudo louco, achando que eu estava na rua”.

Os interessados em solicitar o retorno devem procurar locais ligados a secretaria, como Centros POP, Samim, Cras entre outros. Quem solicitar deve ter uma pessoa com residência fixa que o acolha na cidade de destino. O usuário só pode usar uma única vez este serviço. O Projeto Recâmbio de Migrantes oferece suporte como abrigo transitório, localização da família, elaboração de documentação necessária ao embarque do usuário, dentre outras formas de auxílio.

Atendimento no frio

A secretária Vandecleya Moro falou também sobre o atendimento às pessoas em situação de rua no frio ao longo deste inverno. Neste público não há registro de óbito nem hospitalização devido ao frio neste ano. “Mas é porque há todo um trabalho, todos os dias o SOS Rua faz abordagens ofertando abrigamento, e aos que recusam é ofertado cobertor, quando o frio aumenta a procura é maior, tivemos de abrir mais vagas de acolhimento, e todos que necessitam de acolhimento serão acolhidos.”

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